Resumo

  • A rede do WebMuseum incluía um espelho na PUC-Rio e permitia copiar o conjunto de arquivos por rsync.
  • A página de contribuições reunia o acesso ao email, as sugestões procuradas e a expectativa de pouca resposta individual.

Na lista de caminhos para o WebMuseum havia uma parada no Rio de Janeiro: PUC-Rio Datacentro. A página da rede, datada de 1º de agosto de 2006, convidava o visitante a escolher um espelho próximo para tentar acelerar o acesso às imagens.

A mesma lista passava por National University of Singapore e Universidad de Guadalajara. ibiblio aparecia como o site principal. Quem desejasse copiar o conjunto de arquivos para criar outro espelho podia recorrer ao rsync anônimo. A exposição tinha endereços espalhados; o visitante escolhia por onde entrar.

Para escrever a Nicolas Pioch, seu criador, o roteiro era mais cerimonioso.

Leia antes de apertar

No fim da página de contribuições, com data de 9 de julho de 2007, o leitor encontrava uma caixa de confirmação e um botão para revelar o endereço atual. Precisava declarar que havia lido e entendido as instruções. O navegador também precisava de JavaScript.

O formulário é visível no HTML preservado: uma caixa para marcar e um botão de envio. Antes de chegar ao endereço, havia toda uma página explicando o que fazer com ele. O correio da galeria ganhara um manual de visitação.

Pioch contou que retirara referências ao seu email da web entre 1996 e 2002 por causa do lixo eletrônico. Disponibilizou outro endereço em agosto de 2002 e o trocou novamente em agosto de 2006. Era esse último que o botão deveria mostrar.

A recomendação de não espalhar o endereço incluía até listas privadas. Seus arquivos podiam acabar publicados na web, deixando o email disponível para coleta. Em vez de copiar o contato, as pessoas deveriam indicar a página de contribuições. Ela serviria de referência quando viesse outra mudança.

O pedido que virava serviço

Um exemplo tinha data: em 8 de agosto de 2002, alguém pedira mais informações sobre Michelangelo Buonarroti. Pioch apresentava a mensagem como um pedido de ajuda com dever de casa. Questões gerais de arte deveriam seguir para museus, serviços de informação ou grupos de discussão apropriados. Quadros encontrados no sótão também precisariam de outro avaliador.

Já as falhas da própria exposição mereciam aviso. Pioch procurava correções de erros de digitação, explicações fracas, atribuições de obras seguramente erradas e inglês pouco natural. Explicava que sua língua materna era o francês. Melhorar uma frase podia ser uma contribuição útil, assim como enviar imagens e biografias.

A regra de atendimento vinha sem floreios: tentaria recolher o correio ao menos mensalmente e leria o que atravessasse os filtros de spam. Uma resposta individual seria improvável. Preferia investir o tempo livre na ampliação do WebMuseum.

Esse investimento vinha de longe. Na apresentação do projeto, Pioch escreveu que dedicava noites e fins de semana à coleção desde meados de março de 1994. A página anunciava acesso durante o ano inteiro, a qualquer hora.

O roteiro completo da galeria, portanto, tinha duas escolhas bem concretas. Para ver uma obra, procurar um servidor conveniente. Para ajudar a melhorar sua descrição, preparar uma observação que o responsável pudesse usar — e passar pela caixinha.