Resumo

  • O órgão supervisor aprovou o Security First Network Bank em maio de 1995. Em outubro, o banco já permitia abrir contas, transferir recursos entre elas e pagar contas pela internet.
  • Um registro da época explica que a Cardinal Bancshares pediu autorização para constituir a subsidiária. O uso da internet, por si só, dispensava uma permissão adicional; a aprovação exigia atenção à segurança eletrônica.

A agência cabia na tela; o banco, no processo

“Banco virtual” era uma ótima expressão de venda. Um computador doméstico substituía a visita ao balcão. O cliente do Security First Network Bank podia abrir conta, transferir dinheiro e pagar despesas pela internet em 1995. Mas a autoridade para receber depósitos estava guardada em outro lugar: no processo de aprovação de uma instituição financeira.

A Cardinal Bancshares pretendia criar o Security First como subsidiária. O relato contemporâneo do Office of Thrift Supervision, preservado em uma publicação da FDIC, diz que a Cardinal não precisava pedir autorização separada para operar pela internet. Ela submeteu o pedido porque estava criando o novo banco. O OTS aprovou a instituição em maio de 1995, as operações eletrônicas começaram em outubro e a aprovação exigiu resolver questões de segurança eletrônica.

Assim, uma conexão podia mudar a distribuição do serviço sem criar um novo tipo de licença para cada fio. A página do cliente era a entrada. A conta continuava sob responsabilidade de um banco identificável, com controladores e obrigações perante o supervisor.

Em julho de 1997, o OTS voltou ao assunto ao aprovar o Atlanta Internet Bank. Chamou-o de segundo banco de internet aprovado em dois anos e confirmou maio de 1995 como data da decisão sobre o Security First. O Atlanta Internet Bank ficaria sediado na Carolina do Sul, mas executaria boa parte das operações a partir de um escritório em Atlanta. Até um banco anunciado como inteiramente digital precisava de endereço institucional e operação concreta.

Segurança não se resolve com uma página bonita

Na aprovação do Atlanta Internet Bank, o OTS especificou uma revisão independente, tentativas de acesso não autorizado e prazo para entregar o relatório. Essas exigências pertencem ao processo de 1997. O registro disponível do Security First confirma condições de segurança eletrônica, mas não reproduz a ordem original de 1995. Ela mostraria o teor exato do primeiro conjunto de condições.

A diretora do OTS, Ellen Seidman, explicou em janeiro de 1998 que cada candidato a banco pela internet devia contratar uma empresa independente para testar a segurança das contas. A agência preparava uma regra que permitiria às instituições de poupança realizar eletronicamente atividades já autorizadas por meios tradicionais. Integridade das contas, proteção do consumidor e deveres de reinvestimento comunitário continuavam na mesa do supervisor.

A ordem 98-87, de 21 de agosto de 1998, tornou a responsabilidade ainda mais visível. O OTS aprovou, sob condições, o pedido do Royal Bank of Canada para assumir o controle do Security First. Descreveu o alvo como banco federal de poupança e exigiu relatórios de auditoria independente por três exercícios, um plano reforçado de reinvestimento comunitário e aprovação prévia para grandes mudanças no plano de negócios. A ordem aprovava a transação condicionada; um relatório posterior da S1 à SEC registra a venda das operações bancárias em 1998 e a concentração posterior da S1 em software.

O endereço na web podia sobreviver a uma mudança de dono ou fornecedor. O banco, seus depósitos e seus compromissos tinham de aparecer em documentos assinados. O modem aproximava a agência do cliente; não assumia o dever de prestar contas.

Fontes