Resumo

  • A CEPT propõe que a UIT trate como problemas diferentes a ausência de infraestrutura de rede e a falta de uso por pessoas que já vivem em áreas cobertas.
  • O texto dá à área de desenvolvimento uma prioridade de parceria contra barreiras de demanda, de aparelhos e serviços caros a habilidades, acessibilidade e conteúdo local.

A cobertura aparece no mapa. A conta do telefone aparece no fim do mês. O adendo 25 da contribuição 75, publicado no registro da UIT, tenta colocar as duas coisas em colunas diferentes da Resolução 139. Chama de lacuna de cobertura a falta de infraestrutura adequada; de lacuna de uso, a situação de quem mora sob a rede e continua fora da Internet. A mudança operacional vem logo depois: a direção da Secretaria de Desenvolvimento das Telecomunicações deveria formar parcerias e intensificar a colaboração para atacar a segunda lacuna como prioridade.

A resolução aprovada em 2022 já falava em baixa utilização da banda larga. Citava preço, alfabetização digital e a necessidade de medir a exclusão. Também orientava a UIT a apoiar redes em áreas desatendidas, ensinar habilidades e compartilhar práticas. O novo texto nomeia o obstáculo e dá trabalho específico à secretaria: apoiar países na redução do custo de aparelhos e serviços, na acessibilidade, em conteúdo de relevância local, na capacidade institucional e nas escolhas concretas dos usuários.

A estatística oficial de 2025 explica a tensão. Mais de 96% da população mundial está sob cobertura de banda larga móvel; cerca de 2,2 bilhões de pessoas continuam desconectadas. Cobertura e uso são indicadores diferentes, sem uma subtração simples que produza o tamanho da lacuna. A proposta europeia afirma que a grande maioria dos desconectados já vive em áreas atendidas e lista preço, habilidades, conteúdo, segurança e confiança entre as razões.

O trabalho de expandir rede rural permanece. A pergunta acrescentada é quem fará o serviço depois que a estação de rádio estiver pronta. A CEPT quer cooperação com organizações e membros para remover barreiras de adoção, e preserva a consulta aos beneficiários dos programas. Uma entrevista com moradores pode apontar um aparelho inacessível ou um serviço inútil em sua língua antes de pedir outra torre. A conferência de 2026 decidirá se essa cobrança entra no texto.

Fontes