Summary
- De 2021 a 2025, os centros de pessoal das forças processaram mais de 390 mil solicitações sob FOIA e Privacy Act. Relataram 49 divulgações indevidas potenciais ou confirmadas de dados pessoais, afetando mais de mil militares. Parte dos incidentes ocorreu fora do atendimento a solicitações de registros.
- Durante a revisão do GAO, um funcionário civil cuidava dos pedidos FOIA no Navy Personnel Command. A média informada foi de 1,64 dia em 2018, 55,5 dias em 2024 e 77,4 dias em julho de 2025. A Marinha contratou depois um assistente; o GAO pediu planejamento de pessoal e avaliação do fluxo de registros de saúde.
O arquivo está protegido. O titular está na fila.
O relatório do GAO publicado em 16 de outubro de 2026 descreve o trabalho de quem guarda anos de fichas funcionais e informações de saúde acumuladas por militares. O solicitante pode ser o próprio titular, um representante ou uma terceira pessoa. O processador precisa verificar a autorização, localizar páginas dispersas, ocultar o que não pode sair e entregar o restante em tempo útil. Arquivos volumosos e páginas digitalizadas continuam exigindo leitura e tarja manual.
Os centros de pessoal processaram mais de 390 mil solicitações FOIA e Privacy Act nos cinco exercícios de 2021 a 2025. As forças comunicaram 49 violações potenciais ou confirmadas envolvendo divulgação indevida de dados identificáveis de mais de mil militares. São números relatados pelas próprias instituições. A Marinha esclareceu que 15 dos 17 episódios registrados em seu centro vieram de e-mails inseguros, e não da resposta a pedidos de documentos. A causa de um envio indevido de e-mail pede um controle diferente daquele que impede uma tarja incompleta.
O GAO ainda colocou o processo à prova com pedidos preparados por investigadores que fingiam ser terceiros. Enviou 26 solicitações com falhas intencionais; 18 haviam sido processadas quando examinou o resultado. Em uma dessas 18 houve entrega de informação pessoal que deveria ter sido ocultada. O experimento é pequeno e não foi desenhado para estimar a taxa de erro da força inteira. Ele encontrou uma falha concreta no momento em que o funcionário decide o que um desconhecido pode ler.
Dois relógios sobre a mesma mesa
Depois da aposentadoria de um colega mais experiente, um funcionário civil respondia aos pedidos FOIA do Navy Personnel Command no período examinado. A própria Marinha informou média de 1,64 dia em 2018, 55,5 em 2024 e 77,4 em julho de 2025. O quadro mudou: no fim de dezembro de 2025 foi contratado um assistente. Em abril de 2026, a instituição descreveu um plano para reduzir a fila com dois civis e apoio interno adicional. O efeito dessa contratação sobre demora e precisão precisa aparecer nos números seguintes.
Um relógio mede quanto o titular espera por um documento a que tem direito. O outro mede o tempo necessário para buscar o registro correto, confirmar o pedido, tarjar dados de terceiros e revisar o resultado. Cortar essa segunda etapa para acelerar a primeira pode expor informações. Deixar a fila crescer em nome do cuidado também transfere o custo da custódia para quem precisa do arquivo. O GAO recomendou que Exército, Marinha, Corpo de Fuzileiros Navais e Força Aérea calculem a equipe exigida pela demanda atual e prevista.
O relatório oficial completo registra que 44 dos 49 episódios citavam erro humano ou descumprimento de política. O Departamento de Defesa afirmou que mais de 90% eram erros administrativos de baixo risco; o GAO não verificou individualmente essa classificação. Os eventos têm gravidades e caminhos diferentes. O ponto de gestão é identificar em qual passo — busca, revisão, envio ou acesso — a informação saiu de forma imprópria.
Nos registros de saúde, a Agência de Saúde da Defesa enfrenta outra fila escondida dentro de sistemas. Seus processadores buscam documentos em várias bases, reúnem a resposta e ocultam informações protegidas. Autoridades descreveram dificuldades com arquivos grandes e material digitalizado. A agência ainda não avaliou especificamente o conjunto de sistemas e procedimentos usado para atender essas solicitações. O GAO recomendou incluir essa avaliação em um estudo mais amplo de informática em saúde. O desenho de uma melhoria depende de saber onde o trabalho se repete e onde surgem erros.
O GAO fez cinco recomendações: quatro análises de força de trabalho nas armas e uma avaliação da tramitação dos registros médicos. O Departamento de Defesa concordou em linhas gerais. A ideia de Heng Lu sobre os deveres de quem guarda um registro oferece a lente; os fatos militares vêm do GAO. Os registros ficam distribuídos entre as forças, unidades de saúde, VA e Arquivo Nacional conforme o tipo de documento e a situação do militar. Cada guardião deve entregar o que tem à pessoa certa e proteger os dados das demais.
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