Resumo

  • No relato publicado pela APNIC em 30 de outubro, 9,5% das requisições do teste chileno chegaram a IPs de servidores geolocalizados no Chile via ExpressVPN. Pela Surfshark foram 62,7%; pela NordVPN, 64,2%.
  • O artigo original comparou quatro VPNs em 14 países. Oito tiveram diferenças relevantes entre provedores; seis tiveram pouca diferença. O Chile expõe o risco em escala incomum.

Trocar a VPN fez o mesmo conjunto de páginas contar histórias opostas. Pela ExpressVPN, 57,1% das requisições analisadas apontaram para IPs geolocalizados no Brasil. Pela NordVPN, 2,4%. O desenho do teste manteve os sites; o caminho de observação mudou.

O VPN-Scope programou 25 visitas a mil sites por país e provedor em três semanas de março e abril de 2025. A lista mistura páginas governamentais, populares localmente e de ranking global. O navegador incluiu pedidos a scripts, fontes e outros componentes. Os percentuais descrevem requisições daquele conjunto experimental; é exatamente o tipo de medida que pode acabar vendido como retrato nacional.

A rede de saída da VPN, as respostas DNS e a escolha de réplicas pela distribuição de conteúdo alteram o destino observado. O manuscrito dos pesquisadores calcula distância de Jensen–Shannon de 0,51 entre ExpressVPN e NordVPN para a distribuição chilena, mas 0,03 entre NordVPN e Surfshark. Duas VPNs quase concordam; a terceira muda o mapa.

Para publicar uma taxa de atendimento dentro do Chile, registrem provedor, saída verificada, DNS e repetição por outras redes junto do percentual. Sem essa ficha, o gráfico descreve também a ferramenta que o produziu.