Resumo

  • O lucro atribuível aos acionistas subiu 30,1% no 1S2026, mas o EBITDA caiu 11,6% e a receita caiu 1,8%; a ponte entre os dois movimentos é uma depreciação 25,2% menor.
  • O caixa gerado nas operações caiu 75,1% e o caixa livre ficou negativo em RMB 4.515 milhões, enquanto recebíveis cresceram, envelheceram e o dividendo interino subiu 44,3%.

A ponte entre EBITDA e lucro

A receita operacional do 1S2026 somou RMB 48.693 milhões, queda de 1,8% em relação aos RMB 49.601 milhões do período anterior (anúncio de resultados interinos). O EBITDA caiu 11,6%, para RMB 30.252 milhões. Ainda assim, o lucro atribuível aos acionistas subiu 30,1%, para RMB 7.489 milhões, com lucro por ação básico de RMB 0,4284. O elo entre os dois movimentos é a depreciação e amortização: ela recuou 25,2%, de RMB 25.598 milhões para RMB 19.141 milhões. A empresa atribui a queda ao esgotamento total das depreciações dos ativos de torres adquiridos e a um ajuste das vidas úteis estimadas dos ativos de distribuição indoor (DAS).

Como o EBITDA, na definição da companhia, é o lucro operacional mais depreciação e amortização, a queda de RMB 6.457 milhões nessa rubrica não financeira entrou integralmente no lucro operacional, que avançou 28,8% para RMB 11.111 milhões. O próprio EBITDA encolheu por razões operacionais que a companhia atribui a cancelamentos de contratos de locação decorrentes da otimização e do ajuste das redes dos operadores, ao impacto de atualizações simplificadas de estações base e ao aumento dos gastos de manutenção em torres cuja vida útil foi prolongada (relatório interino 2026). Despesas operacionais outras subiram 41,6%, para RMB 6.919 milhões, e a manutenção e reparos cresceu 19,0%, para RMB 3.791 milhões. Custos de juros e impostos não explicam o salto do lucro: as despesas financeiras líquidas caíram apenas 2,5%, para RMB 1.205 milhões, e a alíquota efetiva ficou estável em cerca de 24,7%, contra 24,3%.