Resumo

  • O Minneapolis-St. Paul International Airport implantou uma rede 5G privada da ERICSSON em todo o seu campus de cinco milhas quadradas, incluindo pistas de pouso e decolagem, pistas de táxi e áreas de portões de embarque
  • Entre os primeiros usos estão a transmissão sem fio de vídeo nos bondes do aeroporto e dezenas de veículos conectados que precisam manter a conexão enquanto circulam pelo aeródromo

O fato

O Minneapolis-St. Paul International Airport implantou uma rede 5G privada da ERICSSON em seu campus de cinco milhas quadradas. A Metropolitan Airports Commission, proprietária e operadora do MSP, afirmou que a rede cobre áreas internas, pistas de pouso e decolagem, pistas de táxi e portões de embarque, e que funciona separadamente das redes celulares públicas e das redes Wi-Fi.

O aeroporto usa a rede em sistemas de vídeo, equipamentos de uso comum para emissão de passagens, tablets dos funcionários e dezenas de veículos equipados com roteadores ERICSSON Cradlepoint. Uma das primeiras implantações conecta câmeras da Axis Communications instaladas nos bondes do aeroporto. Antes, essas câmeras dependiam de conexões cabeadas; com o 5G privado, o vídeo continua disponível enquanto os bondes se deslocam. O MSP afirmou que escolheu a rede em vez de ampliar o Wi-Fi ou instalar mais fibra para esses usos.

A Insight Enterprises gerencia o sistema da ERICSSON, enquanto a Pierson Wireless foi responsável pela implantação e pela instalação.

A análise

Aeroportos são ambientes difíceis para manter conectados equipamentos em movimento. O Wi-Fi pode funcionar bem dentro dos terminais, mas veículos, bondes e outros equipamentos atravessam grandes áreas externas e se deslocam entre pontos de cobertura. Instalar nova fibra resolve um problema diferente: ela atende equipamentos fixos, não equipamentos que circulam por um aeródromo.

É por isso que as câmeras dos bondes e os veículos conectados são mais úteis do que as alegações habituais sobre o 5G privado. Esses usos mostram o que o MSP já faz com a rede. As câmeras podem transmitir vídeo sem um cabo fixo, enquanto os veículos do aeroporto podem acessar aplicações usadas nas operações à medida que circulam pelo local. Os roteadores Cradlepoint também podem usar a rede celular pública quando necessário.

Para os leitores da BTW, o MSP oferece um exemplo bastante direto de onde o 5G privado pode fazer sentido. O aeroporto não está substituindo todos os cabos ou conexões Wi-Fi. Ele usa cobertura celular para equipamentos que precisam se deslocar, mantendo a rede sob seu próprio controle.

O que acompanhar

O MSP planeja acrescentar novos usos e pode, no futuro, abrir a rede para companhias aéreas, concessionárias e outros parceiros do aeroporto. Vale acompanhar se essas organizações de fato passarão a usá-la e se mais câmeras, veículos ou sistemas de operação migrarão para o 5G privado. Isso mostraria que a rede está se expandindo para além de um conjunto de aplicações próprias do aeroporto, tornando-se uma infraestrutura compartilhada por mais empresas que operam no local.