Resumo

  • A Ofcom afirma que o primeiro relatório trimestral da X parece estar dentro dos compromissos aceitos em maio: média de 24 horas e ao menos 85% dos casos analisados em até 48 horas ao longo de três meses.
  • O prazo mede análise e avaliação, não a retirada do conteúdo. A Ofcom ainda fará sua checagem e diz continuar preocupada com a eficácia das remoções.

Em 14 de outubro, a Ofcom informou que recebeu o primeiro relatório trimestral da X sobre providências diante de denúncias de usuários envolvendo conteúdo suspeito de ilegalidade, ódio ou terrorismo. Para a agência, os dados mais recentes parecem indicar melhora no tempo médio em relação às evidências analisadas no início do ano e ficam dentro das janelas previstas nos compromissos públicos da empresa. É um sinal de processo, ainda limitado.

Em maio, a Ofcom aceitou compromissos da X: denúncias feitas pelo canal britânico dedicado a conteúdo ilegal seriam analisadas e avaliadas, em média, em até 24 horas durante um período de três meses; ao menos 85% seriam analisadas em até 48 horas. A empresa também se comprometeu a enviar dados trimestrais ao longo de 12 meses.

A atualização de outubro não divulga a quantidade de denúncias, o denominador, os horários de cada caso nem a taxa de remoção. A Ofcom diz que confrontará as métricas com testes próprios e que a X precisa, no mínimo, manter o desempenho. A agência ainda expressa preocupação com a eficácia da retirada de conteúdo ilegal e relata avaliações divergentes sobre a continuidade do diálogo da X com especialistas externos.

A distinção é decisiva: “analisar e avaliar” descreve uma etapa da moderação. Não prova que uma publicação foi removida, que a decisão estava correta ou que a pessoa denunciante obteve uma solução efetiva. Uma plataforma pode cumprir um prazo de análise sem resolver a questão do resultado. O material público não permite medir quantas denúncias ficaram nesse intervalo.

Esse acompanhamento é separado da investigação estatutária da Ofcom sobre a X Internet Unlimited Company. A investigação permanece aberta. Na atualização de 14 de outubro, a agência disse que concentrará o caso nos deveres relacionados a conteúdo ilegal; se encontrar motivos razoáveis para suspeitar de descumprimento, emitirá uma notificação provisória e permitirá que a X responda antes da decisão final. Até o momento, não há conclusão de irregularidade. O relatório trimestral não decide essa investigação nem comprova o cumprimento de todos os deveres da Online Safety Act.

A Ofcom espera divulgar nova análise no início de 2027, após receber mais dados da empresa. Por enquanto, o primeiro relatório indica apenas que os tempos apresentados parecem ficar dentro das janelas acordadas. Ele não demonstra que conteúdo prejudicial tenha sido removido de forma consistente.

Fontes

  1. Ofcom, 14 de outubro de 2026: monitoramento da resposta da X a conteúdo de ódio e terrorismo.
  2. Ofcom, 15 de maio de 2026: compromissos públicos da X contra conteúdo ilegal de ódio e terrorismo.
  3. Ofcom: investigação estatutária sobre a X, aberta e atualizada em 14 de outubro de 2026.