Resumo

  • A consulta da lista de espera lançada em julho de 2007 logo passou a reenviar convites que não tinham sido utilizados.
  • Os responsáveis escolhiam o tamanho de cada lote; o programa respeitava a ordem. Receber mais gente também exigia cuidar de mais contribuições e dúvidas.

Quem queria entrar no Ravelry em 2007 precisava esperar um convite. Às vezes, porém, o convite já tinha ido embora e deixado a pessoa esperando. Para uma comunidade de tricô e crochê, era um nó bem pouco artesanal.

O balanço de 7 de julho registrava 4.054 pessoas no site, 9.802 na lista de espera e 791 convites ainda não utilizados. Enviar a mensagem resolvia uma etapa. Conseguir que alguém chegasse por meio dela era outra parte do serviço.

A fila começou a responder por si

As duas pessoas que construíam o Ravelry haviam dito aos ansiosos que podiam mandar um e-mail perguntando. Mandaram. Responder às consultas passou a disputar tempo com o desenvolvimento do próprio site.

Em 14 de julho, o blog oficial anunciou uma página, acessível pela entrada do Ravelry, para conferir a posição na lista. Também explicou como os convites eram distribuídos: a equipe escolhia a quantidade e um programa pegava esse número de pessoas a partir do começo da fila. A ordem de chegada era uma regra; o tamanho da rodada ficava nas mãos de quem operava o serviço.

O site ainda estava em beta, recebendo uma versão nova quase todas as noites. Do lado de dentro, participantes encontravam grupos e conversavam sobre projetos. Do lado de fora, ouviam falar de tudo aquilo sem poder consultar. A espera vinha acompanhada de demonstrações frequentes do que se estava perdendo.

Um acréscimo à publicação, marcado uma hora depois, deu outra função à consulta. Ela passou a procurar convites não utilizados e reenviá-los quando necessário. Uma mensagem podia ter se perdido ou parado no filtro de spam. Quem havia recebido uma resposta dizendo que o endereço não estava na lista deveria tentar de novo.

A ausência na fila podia ser justamente sinal de que a vez daquela pessoa já tinha chegado. Mostrar apenas sua posição deixava esse caso pendurado. O balcão automático precisou ganhar um setor de achados e perdidos.

A porta abria em lotes

Em 7 de agosto, o Ravelry informou ter 7.162 usuários e 15.432 pessoas aguardando. A equipe dizia que incorporar cerca de 1.200 pessoas por semana já era difícil no ambiente beta. Acelerar dependia da mudança para novos servidores; uma melhoria imediata era desejada até para evitar a redução do ritmo existente.

O serviço continuava a oferecer motivos para entrar. A mesma atualização apresentava páginas organizadas por fontes de receitas e padrões — livros, revistas, folhetos e sites. Dali se podia explorar modelos, trabalhos dos participantes, designers, grupos e discussões. O armário de ideias crescia enquanto a fila continuava na porta.

Em 19 de agosto, o plano previa instalar equipamentos, testar com alguns participantes da beta e transferir o site antes de ampliar os envios. A expectativa era mandar 5.000 convites na primeira semana no novo ambiente.

Os responsáveis e os editores voluntários também teriam de ajustar a maneira de lidar com comentários e contribuições. Servidores eram uma parte da recepção; gente cuidando do que acontecia depois era outra. A consulta de posição resolvia um incômodo anterior a tudo isso: descobrir se o convite para sair da fila já estava perdido no caminho.