• A administração judicial da AFRINIC sob a liderança de Dabee está sendo investigada devido à falta de transparência, ao cancelamento de eleições e ao baixo engajamento da comunidade.
  • Os membros expressam preocupações sobre a substituição da governança democrática e da prestação de contas por medidas de insolvência.

Nomeação controversa e falta de engajamento

Em fevereiro de 2025, o Supremo Tribunal de Maurício nomeou Gowtamsingh Dabee como administrador da AFRINIC, para restaurar a governança por meio da organização de eleições para o conselho e proteger os ativos de acordo com a Lei de Insolvência de 2009.

No entanto, as críticas surgiram rapidamente, já que os membros relataram que o administrador ignorou seus pedidos e nem sequer realizou uma única licitação pública para os serviços necessários, negligenciando assim a transparência processual básica.

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Consequências eleitorais e disputas legais não resolvidas

Sob a supervisão de Dabee, uma eleição em junho de 2025 foi inicialmente suspensa e depois anulada devido a irregularidades. A decisão não foi acompanhada por nenhuma declaração pública ou relatório que detalhasse as evidências da anulação. A falta de documentação deixou o processo sem clareza e reduziu a confiança em sua imparcialidade.

A administração da AFRINIC publicou apenas atualizações limitadas sobre seu roteiro e prioridades operacionais. A comunicação concentrou-se em etapas administrativas, enquanto os mecanismos para participação dos membros e envolvimento de fornecedores permanecem indefinidos. Sem um quadro estruturado para engajamento, o processo parece centralizado e desconectado das contribuições da comunidade.

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Um mediador entre colapso e reforma

A administração foi criada para estabilizar a AFRINIC e preparar a organização para uma reforma. Na prática, o processo funcionou com pouca inclusividade ou prestação de contas. A gestão da insolvência tem prioridade sobre a transição democrática, com poucas medidas para envolver as partes interessadas na tomada de decisões. Uma reforma significativa exigirá mais do que controle judicial; exigirá comunicação estruturada, procedimentos transparentes e participação genuína da comunidade.