Summary
- A estimativa de manutenção adiada em instalações militares subiu de US$ 137 bilhões no ano fiscal de 2020 para US$ 285 bilhões em 2025. É estoque de obras pendentes, não uma fatura exigível de uma vez.
- A meta do departamento desde 2014 é financiar a conservação rotineira em pelo menos 90% da necessidade calculada. Exército, Marinha e Força Aérea pediram, em geral, cerca de 80% de 2021 a 2025.
- O GAO não conseguiu calcular uma taxa confiável de conclusão pontual das ordens de serviço. A divisão responsável por orientações e supervisão gerais tinha dois servidores públicos, com apoio ocasional de contratados.
O peso que um cais já não pode suportar
Em Norfolk, vários píeres precisavam de reforma, mas a Marinha estava trabalhando ativamente em um, disseram funcionários da base ao GAO no relatório de agosto de 2026. Um deles teve a capacidade de carga reduzida por segurança. Outros passaram a depender de utilidades provisórias instaladas na superfície porque os sistemas integrados não funcionavam. Isso encarece a operação e restringe a circulação de veículos. Antes de aparecer como uma linha do orçamento, o atraso já alterou o uso do porto.
O Departamento de Defesa informou possuir mais de 736 mil instalações pelo mundo, avaliadas em cerca de US$ 2,6 trilhões no ano fiscal de 2025. Aproximadamente um terço de seus prédios tinha mais de cinquenta anos. A estimativa de reparos acumulados saltou de US$ 137 bilhões em 2020 para US$ 285 bilhões cinco anos depois. O valor mede uma fila enorme, mas não diz qual obra deve ser atendida primeiro nem quem arca com uma espera adicional.
O próprio departamento fixou em 2014 a meta de financiar a conservação normal em pelo menos 90% do valor apontado pelo modelo de manutenção de instalações. Entre 2021 e 2025, Exército, Marinha e Força Aérea solicitaram geralmente algo próximo de 80%. Os pedidos do Corpo de Fuzileiros Navais caíram de 80% para 40%; autoridades explicaram que deslocaram recursos para restauração e modernização. Essa escolha muda o risco de missão associado aos reparos rotineiros que ficam na fila; o Congresso precisa enxergar quais trabalhos foram adiados e com que consequência.
As oito bases examinadas pelo GAO foram escolhidas deliberadamente para investigar práticas; não representam todas as instalações. Nenhuma recebeu recursos equivalentes à meta de 90%. Na média de cinco anos, Andersen recebeu 37% do valor recomendado pelo modelo; Minot, 40%; Fort Benning, 83%. Esses percentuais não identificam a causa de uma falha específica. Mostram a distância entre uma meta uniforme e decisões locais bastante desiguais.
A ordem de serviço encerra; a dúvida permanece
As forças usam padrões diferentes para definir uma reparação pontual. O GAO tentou examinar ordens de serviço e considerou os dados insuficientemente confiáveis para calcular uma taxa geral de conclusão no prazo. Marinha e Fuzileiros Navais avaliam pontualidade com níveis diferentes de detalhe. O Exército não forneceu documentação de uma avaliação em nível de força; a Força Aérea afirmou que não a faz nesse nível. Sem medida comparável, a direção central não consegue distinguir atrasos burocráticos de perdas de capacidade.
Segundo o relatório, a divisão no gabinete do secretário assistente responsável pelas diretrizes e procedimentos gerais de manutenção contava com dois servidores públicos e ajuda eventual de contratados. Eles não consertam sozinhos 736 mil instalações. As forças e as bases executam esse trabalho. O que falta ao centro é política de supervisão do desempenho e exigência clara de que cada força informe resultados comparáveis. O ministério mantém um inventário gigantesco e um termômetro incompleto.
O problema de pessoal também ultrapassa cada base. Gestores locais relataram dificuldade de contratar técnicos, sobretudo em locais remotos. Os departamentos militares ainda não haviam mapeado plenamente as faltas críticas de profissionais entre instalações nem criado estratégias por força. Uma base isolada não altera as regras federais de contratação. A solução exige autoridade que ela não tem.
O GAO apresentou treze recomendações: medir riscos do subfinanciamento para missões e qualidade de vida, melhorar dados de manutenção e exigir informes periódicos das forças, entre outras. O departamento aceitou sete, aceitou cinco em parte e rejeitou uma. Alegou possuir planos locais e relatórios financeiros. O GAO respondeu que esses instrumentos não formavam uma avaliação departamental das consequências da fila de reparos.
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