Resumo

  • A consulta sobre a proposta revisada da CMA para escolha de buscador terminou em 9 de outubro; nenhuma regra final foi anunciada.
  • A Google decidiria quais provedores concorrentes se qualificam, em rodadas semestrais e segundo critérios publicados, e enviaria à CMA as decisões e as justificativas detalhadas de rejeição.
  • Assistentes de IA poderiam se qualificar em tese, mas teriam de cumprir os mesmos critérios. O texto não diz que algum assistente específico tenha se candidatado ou sido admitido.

Em uma tela de escolha, a decisão menos visível ocorre antes de o usuário ver a lista: quais serviços podem aparecer nela? A proposta revisada da Competition and Markets Authority (CMA) atribui à Google a avaliação inicial dos serviços de busca concorrentes. A CMA definiria os critérios propostos e supervisionaria o processo; a Google receberia as inscrições e decidiria cada caso.

A CMA publicou a revisão em 23 de setembro, depois de uma consulta em janeiro e de coletar novas evidências. O prazo para comentários terminou às 17h de 9 de outubro. Em setembro, a autoridade disse esperar uma decisão final até o fim do ano. Esse era o cronograma anunciado, não uma obrigação já aprovada. A página atual do caso registra a consulta de 23 de setembro, mas não uma decisão posterior.

Os critérios tentam acompanhar a evolução das buscas. Um serviço precisaria atender à ampla gama de usos de uma busca geral, inclusive pesquisa na web; oferecer uma experiência funcional nos pontos de acesso relevantes; e ser usado por uma proporção significativa de usuários no Reino Unido. A CMA não fixa um limite numérico para o último requisito. Também afirma que a presença de inteligência artificial, por si só, não exclui um serviço: um assistente de IA poderia se qualificar em teoria se atender aos critérios. Isso não significa que qualquer serviço específico já tenha sido considerado elegível.

A Google abriria uma rodada de avaliação a cada seis meses, anunciaria o período de inscrições com pelo menos duas semanas de antecedência e decidiria cada pedido em até dois meses do início da janela. Os candidatos receberiam decisões por escrito; a CMA receberia todas as decisões e justificativas detalhadas para recusas. A autoridade diz que esses relatórios permitiriam acompanhar como a Google aplica os critérios. Assim, a decisão operacional ficaria com a empresa sujeita à regra, dentro de um processo definido e supervisionado pelo regulador.

O desenho da tela importa, mas não elimina a triagem. Se houver até 12 serviços elegíveis, todos aparecerão. Acima disso, a Google escolheria 12 de modo justo, sem esconder os demais dos usuários. A ordem seria aleatória e seria necessário percorrer a lista inteira antes de confirmar. A proposta também prevê telas no primeiro uso em pontos específicos do Chrome e Android, avisos posteriores limitados e um período curto de teste. Essas exigências ainda são propostas.

A pesquisa que informa o desenho tem limites claros. O estudo qualitativo encomendado pela CMA incluiu 40 testes autoguiados e 40 guiados. Os participantes frequentemente passaram os olhos pelas informações e nem sempre perceberam que havia mais serviços abaixo da área inicial da tela. Os pesquisadores descrevem uma amostra pequena e não aleatória; ela não representa todos os usuários britânicos nem prevê mudanças de uso em escala de mercado.

A diferença em relação à cobertura anterior é específica. Um artigo da BTW de março de 2026 tratou da designação estratégica da Google e da possibilidade de intervenções futuras. Esta atualização trata da proposta revisada publicada em setembro e do processo que decidiria quais rivais poderiam aparecer. Não relata uma regra final nem uma mudança na posição de mercado da Google.

Fontes principais