Summary

  • A Ásia-Pacífico propõe incluir objetivos pertinentes do Pacto Digital Global na instrução que já exige trabalho da UIT dentro de seu mandato, procedimentos e orçamento aprovado.
  • O relatório anual ao Conselho passaria a incluir iniciativas e compromissos previstos, além daqueles em andamento.

Promessa internacional costuma chegar com fotografia. Plano de trabalho chega com coluna de custos. O adendo 10 apresentado à UIT tenta fazer as duas coisas se encontrarem. O registro oficial o inclui entre as propostas para a conferência de novembro em Doha; os membros ainda decidirão a redação final.

Em 2022, a Resolução 140 aprovada já mandava o secretário-geral alinhar atividades da Agenda 2030 ao processo da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação. Mandato da UIT, procedimentos estabelecidos, plano financeiro e orçamento bienal vinham na mesma frase. A nova proposta insere ali os objetivos e compromissos pertinentes do Pacto Digital Global. O pacto não entra por uma porta lateral: passa pelo mesmo balcão administrativo.

O segundo ajuste é pequeno no papel e grande no calendário. O relatório anual hoje descreve ações e relações que a União está realizando. A Ásia-Pacífico acrescentaria as que planeja realizar e pede divulgação tempestiva. Assim, um membro do Conselho poderia perguntar, antes de uma parceria consumir tempo de equipe, qual linha de ação da Cúpula ela atende, quem responde pelo projeto e de onde saem os recursos. Em infraestrutura, capacitação ou segurança, a diferença entre “estamos pensando” e “já está em andamento” merece espaço próprio.

O documento também atualiza para 2035 a referência à próxima revisão geral dos resultados da Cúpula pela Assembleia Geral da ONU. A prova útil virá bem antes. Se a emenda for aprovada, o primeiro relatório posterior deverá mostrar se as atividades futuras aparecem de maneira verificável, ao lado das já executadas. Uma lista de eventos terminados pode preencher páginas; uma decisão em formação precisa de endereço e responsável.

Fontes oficiais