Resumo

  • A primeira versão da RIPE 2013-01, de Sander Steffann e Shane Kerr, propunha publicar cada denúncia, sua data, os recursos citados e o estágio de apuração. O denunciante escolheria se seu nome e o conteúdo do relato apareceriam.
  • A segunda versão passou a divulgar totais por estágio e a oferecer acompanhamento privado ao denunciante e à organização mencionada. O arquivo público de recursos devolvidos continuou previsto. Os autores retiraram a proposta em novembro de 2013.

Uma denúncia não chega com sentença anexa. Ainda assim, a primeira RIPE 2013-01 pretendia pôr no site do RIPE NCC e em um arquivo de texto cada registro recebido: data, recursos numéricos envolvidos e situação. O autor do relato poderia permitir a publicação de sua identidade e do texto. A intenção era mostrar que o registro atendia às queixas. O efeito colateral seria dar publicidade a uma suspeita ainda em exame.

As causas possíveis iam de descumprimento de política a informação falsa, insolvência e contatos errados no banco de dados. Um caso podia terminar fora do escopo, resolvido pelo titular, com recursos devolvidos ou sem violação encontrada. O próprio primeiro texto reconhecia que denúncias falsas podiam ferir a reputação de organizações. A linha pública surgiria antes do resultado.

Na versão seguinte, a unidade publicada virou o total. O RIPE NCC divulgaria quantas denúncias eram novas, quantas estavam em investigação e quantas fecharam em cada uma das quatro categorias. Denunciante e organização citada teriam acesso privado ao andamento. O público veria a produção do balcão sem receber uma lista de suspeitos.

O arquivo de devoluções, porém, continuava no projeto. Tipo e faixa de recursos, data de retorno, possível redistribuição e motivo — devolução voluntária, perda de contato ou violação de política — ficariam disponíveis para processamento automático. Ali já existia uma mudança no controle do recurso. Na denúncia aberta, existia uma alegação. Steffann procurou dar publicidade diferente a fatos de pesos diferentes.

O ajuste não convenceu todos. No debate do grupo Anti-Abuse, Sascha Luck exigiu anonimato explícito das estatísticas e apontou o risco de o denunciante divulgar o andamento recebido em privado. Steffann aceitou o primeiro ponto e descreveu o acompanhamento como indicador de estado. Luck manteve a oposição. Em 17 de outubro, Steffann pediu manifestações de apoio até 17 de novembro. O aviso de retirada, de 22 de novembro, menciona objeções iniciais e pouco retorno posterior. O projeto não entrou em vigor.