Resumo

  • A NANOG 55 informou 525 inscritos e participação de 14% na pesquisa; avisos posteriores destacaram contagens ou metas sem o mesmo denominador.
  • A pesquisa pode melhorar um evento sem ser representativa. Quando orienta a programação, convém registrar população convidada, unidade de resposta, base por pergunta e decisão resultante.

O arquivo contém medidas diferentes

Em 2012, o balanço da NANOG 55 combinou 525 inscritos com taxa de 14%. Resumiu motivos de presença e preferências, afirmou que comentários foram enviados aos palestrantes e registrou sugestões para encontros futuros. Era um resultado local, mas possuía moldura visível.

O encerramento da NANOG 93 apresentou uma comparação aproximada: pouco mais de 100 respostas e mais de 700 participantes. Também explicou que havia perguntas para palestrantes e para o planejamento da equipe, sem obrigação de responder tudo. Um formulário entregue não representa resposta a cada item.

A NANOG 96 registrou 97 respostas em três dias e buscava 200; a NANOG 97 informou 147 com a mesma meta. São atualizações operacionais úteis, mas os avisos não dizem quantas pessoas foram convidadas, se a unidade é pessoa única ou formulário diário, nem a base de cada pergunta.

A ligação com a programação é visível

A chamada da NANOG 98 publicou temas extraídos de pesquisas recentes e usou sinais de “+” para marcar pedidos repetidos. O feedback chegou à preparação do programa. Não foram publicados o enunciado, a composição dos respondentes, a contagem por sinal nem qual pedido alterou qual escolha.

Não é necessário transformar a pesquisa em estudo científico. Uma nota leve pode registrar população, período, respondentes únicos, regra dos formulários diários, conclusão por pergunta, codificação de texto livre e decisão vinculada. Inscrição, presença, convite, resposta e mudança são fatos distintos.

A doutrina de Heng Lu é apenas uma lente para separar evidência, população, decisão e resultado; não é prova da prática da NANOG.

Fontes e limites