Summary

  • Matt Griswold apresentou no NANOG 98 um modelo sem fins lucrativos no qual as redes ligadas votam o futuro do IX, o excedente volta ao tecido e o ativo continua enquanto houver uso. A estrutura do voto ainda estava sendo finalizada em outubro.
  • A página oficial de Chicago Open Pipes mostra seis redes fundadoras. A condição é ativar uma porta de pelo menos 100G e passar tráfego; 100G custa US$ 4.200 por ano e 400G, US$ 12.500.

A página de Chicago Open Pipes já lista quem chegou primeiro. Os direitos dessas redes sobre o futuro do ativo comum ocupam uma linha pendente nos slides originais de Matt Griswold: “Voting structure being finalized”. O preço da porta está pronto; o desenho do voto ainda era trabalho em curso na apresentação de outubro.

Griswold conhece a dificuldade por experiência. A sessão do NANOG 98 o apresenta como criador de iniciativas de interconexão em Chicago. No deck, ele diz que montar a tecnologia de um IX anterior foi viável; criar confiança, participação e governança durável foi mais difícil. Um ponto de troca fica pegajoso quando cross-connects, BGP, tráfego e planos de capacidade passam a depender dele. Não se muda essa malha como se troca uma senha.

A proposta do Open Pipes coloca direito e impostos sob uma organização global sem fins lucrativos e entrega a operação regional a um comitê local. O tecido não deveria ser encerrado enquanto for usado; o excedente deve voltar para ele; as redes conectadas votariam seu destino. A mesma lâmina ainda não fechava a estrutura desse voto. É nessa estrutura que um membro descobre se “comunidade” significa poder sobre o ativo.

O site de Chicago nomeia South Front Networks, Akamai Technologies, Hoyos Consulting, CoreSite, WiscNet e Hurricane Electric como fundadores. Para entrar nesse grupo, a rede precisa ativar 100G ou mais e começar a passar tráfego; a janela termina quando o tráfego agregado chegar a 100G. As portas 1G e 10G são gratuitas enquanto houver disponibilidade. As de 100G e 400G custam US$ 4.200 e US$ 12.500 anuais. O site chama a cobrança de recuperação de custos. Nenhum desses valores resolve quantos votos recebe cada membro ou quem pode autorizar a transferência do tecido.

Um estatuto de votação e destino dos ativos, adotado e datado para os membros atuais, mudaria a avaliação. As fontes de hoje mostram adesão real e uma regra decisiva ainda em aberto no documento apresentado. Depois que as rotas estão em produção, negociar o poder de voto deixa de ser uma conversa sem custo.

Fontes: sessão NANOG 98 · slides originais · página oficial de Chicago Open Pipes.