Summary

  • A proposta RIPE 2006-07, de Leo Vegoda, elevava automaticamente de zero a /21 a janela de atribuição IPv4 de um LIR seis meses depois de sua primeira alocação. A janela define o tamanho máximo de uma atribuição sem aval prévio do RIPE NCC; não concede outro bloco /21 ao LIR.
  • Em 1.100 pedidos de aprovação examinados, 80% foram resolvidos imediatamente ou com uma troca de mensagens. A proposta foi aceita em abril de 2007 e constava como implementada no RIPE 55, em outubro, após debate sobre erros que poderiam atingir clientes.

O carimbo tinha trabalho demais

Janela zero não significa estoque zero. Um LIR recém-criado podia ter endereços IPv4 e ainda assim precisar pedir autorização ao RIPE NCC antes de cada atribuição individual. A definição de política da RIPE chama de janela o máximo que o registro local consegue atribuir sem esse aval. A regra mede liberdade operacional, não um novo lote de números.

Leo Vegoda propôs uma mudança com relógio: seis meses depois da primeira alocação ao LIR, a janela iria automaticamente a /21, até 2.048 endereços por atribuição. O teto associado às subalocações permanecia em /20. Na proposta 2006-07, ele mostrou 1.100 pedidos de aprovação de até /21 examinados entre julho e setembro de 2006. Em 673, nem houve troca de mensagens; em 214, bastou uma. Juntos, somavam cerca de 80% da fila. Outros 15% pediram duas ou três trocas; 4% exigiram discussão extensa. A assinatura central era necessária nos casos difíceis, mas aparecia repetidamente nos fáceis.

Em RIPE 53, Gert Doering colocou o cliente no centro da dúvida: cursos podem não chegar a quem executa as atribuições, e má administração de um novo LIR pode atrasar quem espera endereços. Vegoda reconheceu que várias atribuições erradas causariam uma limpeza dolorosa para o operador e seus clientes. A presidência devolveu a questão à lista de discussão e solicitou números sobre pedidos de segunda opinião. O levantamento de bilhetes media trabalho de mesa, não o custo de um erro na ponta.

O arquivo da proposta registra aceitação em 18 de abril de 2007. A ata do RIPE 55 já a listava como implementada em outubro. A atribuição de rotina ganhou uma assinatura mais próxima do usuário, preservadas as regras de base. O ganho era aliviar a fila; o risco, deixar que uma falha do aprendiz se transformasse na espera de outra pessoa.

Fontes originais da RIPE