Resumo
- Izumi Okutani e Terence Zhang Yinghao questionaram a regra que obrigava um LIR a renumerar em até um ano o espaço IPv4 já usado de um provedor quando recebesse sua primeira alocação da APNIC.
- A primeira prop-094 sugeriu uma alternativa de uso de 80%. Depois da discussão na APNIC 31, a versão aprovada simplesmente retirou essa obrigação das alocações iniciais do último /8.
O nome burocrático era «critério (d)». Seu efeito era bem menos discreto. Uma empresa que já operava rede com endereços de um provedor superior pediria à APNIC sua primeira alocação própria. Ao recebê-la, deveria prometer sair do espaço anterior em um ano. Quando a APNIC podia conceder um bloco grande o bastante para substituir o que seria devolvido, a exigência fechava uma troca razoável. O último /8 quebrou essa equivalência: o novo LIR receberia no máximo um /22.
Na reunião de políticas da APNIC 31, Okutani deu corpo ao defeito. Um /21 existente representa 2.048 endereços; o /22 disponível representa 1.024. O registro não podia mandar uma rede inteira atravessar uma porta com metade da largura sem explicar onde ficaria o tráfego que não coubesse. O exemplo demonstrava o problema lógico. Não era uma contagem de redes afetadas.
O texto inicial de prop-094, de Okutani, da JPNIC, e Terence Zhang Yinghao, da CNNIC, tentava preservar o critério com uma exceção: a organização poderia provar que usava pelo menos 80% dos endereços recebidos do provedor. Randy Bush perguntou por que manter a obrigação de renumerar. Mark Newton perguntou quantos candidatos tinham um bloco anterior maior do que o /22 possível. Okutani não tinha essa análise. A ausência desse número ficou no registro; o tamanho dos blocos, também.
O presidente pediu uma nova redação para a manhã seguinte. Na segunda versão, a alternativa de 80% saiu e o critério (d) deixou de valer para a primeira alocação do último /8. O Policy SIG chegou a consenso em 24 de fevereiro de 2011. A reunião dos membros ratificou a decisão; o histórico oficial registra endosso do conselho em 6 de maio e implementação em 9 de maio.
«Novo LIR» não queria dizer rede recém-nascida. Podia ser um operador com clientes e rotas, mas sem alocação direta da APNIC. A mudança permitiu pedir independência administrativa sem que a própria regra obrigasse a desligar a base de endereços que sustentava o serviço. Só os processos de alocação e renumeração mostrariam quantos operadores usaram essa possibilidade.
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