Resumo

  • Em 29 de outubro, o IESG aprovou a carta do Benchmarking & Performance Measurements. O Datatracker já mostra o BPM como grupo ativo e sucessor do BMWG e do IPPM.
  • O novo grupo responde pela manutenção dos RFCs publicados pelos dois antecessores e do BCP 170. A carta atribui os protocolos genéricos ao BPM e prevê colaboração nas rotinas ligadas a tecnologias específicas.

O sinal mais concreto da nova carta é a pilha de documentos que o grupo passa a cuidar. A aprovação do IESG em 29 de outubro fez do Benchmarking & Performance Measurements (BPM) o sucessor do Benchmarking Methodology Working Group (BMWG) e do IP Performance Measurement Working Group (IPPM).

O encargo inclui os RFCs publicados pelos dois grupos encerrados. A carta prevê que o BPM mantenha esses documentos, inclusive conduzindo RFCs de Proposed Standard a Internet Standard e textos Informational ao status de Best Current Practice. O BCP 170, orientação da IETF para desenvolver métricas de desempenho, também fica sob manutenção do grupo. A aprovação transfere ao BPM a responsabilidade pelo arquivo técnico e pela pauta comum de medição.

A carta ainda define a divisão de trabalho. O BPM mantém protocolos genéricos de medição de desempenho e suas extensões. Quando as rotinas dependem de uma tecnologia específica, trabalha em colaboração com os grupos responsáveis; entre os exemplos estão MPLS, SPRING, INTAREA e 6MAN. O texto também prevê retorno de outros grupos operacionais e cooperação com a Performance Metrics Directorate. A nova estrutura centraliza os métodos comuns e mantém as comunidades tecnológicas dentro do circuito.

Essa formulação chega depois de uma contestação à palavra usada no rascunho inicial. A versão 00-02 dizia que o BPM “coordena” o trabalho genérico de medição na IETF. Em 28 de setembro, Gunter Van de Velde observou que a frase poderia ampliar o papel do grupo além do que BMWG e IPPM tinham em suas cartas: consulta, informação e contribuição, sem poder de direção ou distribuição do trabalho da IETF. O texto aprovado fala em manter protocolos genéricos e colaborar com outros grupos. O histórico registra a sequência, mas não atribui a redação final a uma única objeção.

O teste virá com os primeiros RFCs herdados que entrarem em revisão. O BPM terá de decidir o que precisa de atualização, que mudança de status propõe e quais grupos devem participar quando a medida tocar uma tecnologia específica. A carta já transfere essa responsabilidade; os próximos documentos revelarão como ela será exercida.

Fontes