Resumo

  • Em 2024, a Registration Services da ARIN informou 17.817 tíquetes resolvidos no total; em 2025, contou 5.577 tíquetes de solicitações de recursos.
  • A cifra publicada é 68,7% menor, mas as ligações subiram e os chats caíram. Não há total de todos os tíquetes de 2025 nem uma tabela de equivalência.

O número encolheu. O substantivo encolheu junto.

O relatório anual da ARIN de 2024 diz que a Registration Services resolveu 17.817 “tíquetes no total”. O relatório de 2025 registra 5.577 “tíquetes de solicitações de recursos”. A diferença aritmética é de 68,7%. Só que “no total” e “solicitações de recursos” não descrevem o mesmo balde.

A ARIN não publica o total de todos os tíquetes resolvidos em 2025 nem uma tabela que associe as categorias de 2024 à nova categoria. A conta está certa. Falta uma linha de contabilidade para explicar o que ela mede.

Os outros números de atendimento não formam uma tendência única. As ligações recebidas pela Registration Services passaram de 5.999 em 2024 para 6.682 em 2025, alta de 11,4%. Os chats caíram de 1.721 para 1.407, redução de 18,2%. Ligações e chats são contatos recebidos; tíquetes são casos resolvidos. A ARIN não informa quantos contatos viram tíquetes, se um pedido pode gerar várias interações ou quantos casos ficam abertos no fim do ano. Somar essas unidades criaria um total de trabalho que os relatórios não apresentam.

A Financial Services conta outra história, em outra fila. A equipe preparou 32.200 faturas em 2024 e 33.200 em 2025; o faturamento informado subiu de US$29,5 milhões para US$31,8 milhões. Ao mesmo tempo, contas a receber fez cerca de 2.250 ligações sobre cobrança em 2024 e 1.800 em 2025. Mais faturas, menos ligações de cobrança. É um sinal separado e não reconcilia os tíquetes da Registration Services.

A organização do trabalho também mudou. O relatório de 2024 anunciou duas equipes para 2025, voltadas a suporte técnico e integridade do registro. O relatório de 2025 situa Customer Technical Services e Registry Integrity and Oversight dentro de Customer Experience & Strategy. Não explica como o trabalho repassado a essas equipes entra nos 5.577 tíquetes. O leitor recebe um total amplo de um ano e uma categoria mais estreita do seguinte, justamente quando as fronteiras internas estavam mudando.

Operadores que dependem do registro e membros que financiam e supervisionam o serviço precisam de uma unidade comparável. Se a ARIN muda o escopo, o relatório deve dizer o que conta como tíquete, quais pedidos entram, como casos reabertos são tratados e onde fica o trabalho encaminhado a especialistas.

Durante um ano de transição, a ARIN deveria publicar as duas séries: todos os tíquetes resolvidos pela definição antiga e as solicitações de recursos pela nova. Deve acrescentar entradas, resoluções, saldo em aberto no fim do ano, faixas de tempo de resolução, vínculo entre canais e tíquetes e repasses entre equipes. Só então o próximo relatório poderá separar queda de demanda, redistribuição do trabalho e mudança de categoria. Por enquanto, ele só mostra a última.

Fontes: Relatório anual da ARIN de 2024 · Relatório anual da ARIN de 2025