Resumo

  • Num dia de junho de 2026, o estudo de Geoff Huston encontrou 113,1 milhões de consultas DNS duplicadas entre 259,6 milhões de consultas do conjunto medido pelo APNIC Labs.
  • Em comparação posterior, a média passou de 3,43 consultas por teste com um servidor autoritativo de pilha dupla para 2,57 com dois. Os testes encerrados com uma única consulta subiram de 58% para 71%.

O custo de perguntar de novo

Cada tarefa de medição no navegador recebe um nome DNS exclusivo. Dessa maneira, o cache não apaga as tentativas seguintes e o servidor autoritativo registra cada consulta pelo mesmo nome e tipo. No dia investigado em junho, foram 113.117.909 duplicações num total de 259.611.824 consultas. Quase metade das cópias, 45%, chegou até dez milissegundos depois da primeira. A conta de infraestrutura começa muito antes de alguém perceber qualquer demora na página.

Uma frente de distribuição pode acionar mais de um resolvedor; outra implementação pode tentar caminhos IPv4 e IPv6 ao mesmo tempo. Essas escolhas procuram agilidade. Quem responde pela zona processa cada cópia. Huston, cientista-chefe da APNIC segundo sua página de autor, transformou esse desencontro de incentivos em uma pergunta de laboratório.

No ensaio divulgado em setembro, a configuração com um servidor autoritativo de pilha dupla somou 254.894.985 testes e média de 3,43 consultas por teste. Com dois servidores, foram 150.221.951 testes e média de 2,57. O tamanho das amostras muda; a comparação útil cabe na linha “consultas por teste”. A parcela resolvida com apenas uma consulta foi de 58% para 71%. O segundo destino deu menos trabalho por tarefa ao sistema.

O detalhe mais intrigante cabe em dez milissegundos: as cópias nesse intervalo eram 17% de todas as duplicações com um servidor e 12% com dois. Huston levantou a hipótese de que a frente de uma fazenda de resolvedores reage de maneira diferente ao número de servidores autoritativos. A pergunta sobre o mecanismo interno ficou aberta para a próxima medição.