- A EXA protocolou o pedido do Eliza North em maio, enquanto a euNetworks protocolou o do Eliza South em agosto; o segundo está previsto entre o Porto de Dublin e Anglesey
- Ambos permanecem na fase de solicitação, e os cronogramas de construção e os projetos técnicos completos ainda não foram divulgados
O fato
EXA Infrastructure e euNetworks apresentaram pedidos separados à Maritime Area Regulatory Authority da Irlanda para novos cabos submarinos de fibra óptica entre a Irlanda e a Grã-Bretanha. O pedido da EXA para o Eliza North foi recebido em 11 de maio e permanece listado na fase de solicitação. A empresa afirmou que o projeto está em estágio inicial e que sua rota, capacidade e cronograma ainda não foram definidos.
O pedido da euNetworks para o Eliza South foi recebido em 21 de agosto e propõe um cabo do Porto de Dublin até Anglesey, no País de Gales. Ele também permanece na fase de solicitação. As duas operadoras já mantêm conexões entre Irlanda e Reino Unido: a EXA opera o CeltixConnect-1 e outras infraestruturas submarinas no corredor, enquanto o cabo Rockabill, da euNetworks, liga a região de Dublin a Southport, na Inglaterra.
A avaliação
Como as duas empresas já operam cabos entre a Irlanda e a Grã-Bretanha, as rotas finais são importantes para avaliar o que os novos sistemas poderão acrescentar. Um cabo que use um ponto de aterragem e um trajeto terrestre diferentes pode oferecer maior diversidade física; um cabo que se sobreponha aos corredores existentes oferece menos proteção contra uma falha local.
Ainda não há detalhes suficientes para essa avaliação. A EXA ainda não definiu a rota, a capacidade nem o cronograma do Eliza North, enquanto a euNetworks identificou os pontos terminais do Eliza South sem divulgar o projeto técnico completo. Para os leitores da BTW, esses pedidos marcam o início de dois possíveis acréscimos a um corredor de cabos já estabelecido, e não a entrada em operação de nova capacidade. O valor prático desses projetos dependerá dos locais definitivos de aterragem e das conexões terrestres, bem como do grau de separação dessas rotas em relação à infraestrutura existente.
O que acompanhar
Acompanhe as decisões da MARA, as rotas confirmadas, as instalações de aterragem e a rede terrestre de transporte; depois, as contratações de fornecedores e as datas de entrada em serviço. Os marcos de levantamento marítimo e construção indicariam se algum dos projetos está avançando além do desenvolvimento inicial. Os mapas finais das rotas também mostrarão quanta separação física os novos sistemas oferecem em relação aos cabos existentes entre Irlanda e Reino Unido.
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