Resumo

  • A DigitalBridge informou que, depois da conclusão da aquisição por afiliadas da SoftBank em 30 de setembro, titulares de suas preferenciais Série I, com taxa de 7,15%, podem converter cada ação em US$ 14,43 até o encerramento do expediente em 22 de outubro.
  • Ações não convertidas permanecem em circulação. Uma opção separada de resgate por US$ 25 cabe à DigitalBridge; a preferência de liquidação de US$ 25 só se aplica em uma liquidação. Nenhuma delas garante que o titular receberá US$ 25 agora.
  • A expectativa é que as preferenciais deixem a negociação na Bolsa de Nova York antes da abertura de 5 de outubro. A empresa pretende pedir a suspensão das obrigações de divulgação depois da vigência do Formulário 25; em 2 de outubro, ainda não havia feito esse pedido.

Análise

A conclusão da compra não extinguiu as ações preferenciais Série I da DigitalBridge. Ela alterou as opções disponíveis e o prazo para exercê-las. Até o fim do expediente de 22 de outubro, cada ação pode ser convertida por US$ 14,43 em dinheiro. Se o titular não converter, a ação continua em circulação nos termos existentes, mas perde-se o direito de conversão ligado à mudança de controle.

Esse calendário é diferente dos US$ 25 associados à preferência de liquidação. O estatuto registrado da DigitalBridge atribui à Série I uma preferência de liquidação de US$ 25 por ação. Em cláusula distinta, permite que a própria companhia escolha resgatar ações por US$ 25 mais dividendos acumulados e não pagos nos 120 dias após a mudança de controle. Se a empresa convocar determinadas ações para resgate, elas não poderão ser convertidas. A preferência de liquidação não é um preço de recompra incondicional nem dinheiro que o titular possa exigir imediatamente.

Os US$ 14,43 vêm da fórmula de conversão da transação, não do rótulo de liquidação. O Formulário 8-K descreve o cálculo como a contraprestação de US$ 16 por ação ordinária multiplicada pelo limite ajustado de 0,901875 ação para a Série I. Portanto, a diferença em relação a US$ 25 não é uma perda certa nem prova de que US$ 25 estejam vencidos. Os números correspondem a direitos e condições diferentes.

O prazo também atravessa uma mudança no ambiente de negociação. A DigitalBridge espera que a Série I seja retirada da Bolsa de Nova York antes da abertura de 5 de outubro. Depois que o Formulário 25 entrar em vigor, pretende apresentar o Formulário 15 para pedir a suspensão das obrigações de divulgação sob a legislação de valores mobiliários para as ações ordinárias e preferenciais. Em 2 de outubro, isso ainda era um plano. O comunicado não aponta um mercado substituto nem promete liquidez após o deslistamento.

A renda associada às preferenciais também tem condições. O estatuto prevê dividendos cumulativos em dinheiro de 7,15% sobre a preferência de US$ 25, equivalentes a US$ 1,7875 por ação ao ano, quando autorizados e declarados pelo conselho e pagos com recursos legalmente disponíveis. Não é um rendimento incondicional. O relatório trimestral de 30 de junho registrou 12,867 milhões de ações Série I em circulação; esse é um retrato de fim de trimestre anterior à transação, não uma contagem atual de investidores.

Os documentos públicos definem o prazo e quem controla cada alternativa, mas não revelam o que cada titular escolherá nem que liquidez haverá depois. A conversão oferece uma saída por tempo limitado; as ações mantidas preservam a condição de preferenciais e a companhia conserva uma opção própria de resgate. É essa distribuição de direitos, e não apenas o número de US$ 25, que define o evento de mercado.

Fontes