Summary

  • Sander Steffann e Shane Kerr queriam divulgar totais de denúncias sobre registros de recursos da Internet e um histórico dos recursos devolvidos ou retomados.
  • Depois de revisar a proposta RIPE 2013-01, os autores a retiraram em 22 de novembro de 2013 diante das objeções iniciais e da escassez de respostas posteriores.

Um endereço IP pode trocar de mãos, voltar ao registro e ganhar nova destinação. O histórico dessa movimentação importa. Sander Steffann e Shane Kerr fizeram outra pergunta em fevereiro de 2013: o que se sabe sobre as denúncias que chegam à mesa do registrador? A proposta RIPE 2013-01 pedia que o RIPE NCC deixasse essa pilha de trabalho visível em números.

Na versão revista, o órgão publicaria quantos relatos eram novos e quantos estavam sob investigação. Para os encerrados, haveria quatro destinos distintos: fora do escopo, resolvido pelo titular, recursos devolvidos ou nenhuma violação encontrada. O denunciante e a organização citada acompanhariam o caso em privado. Um arquivo público à parte listaria os recursos que regressassem ao RIPE NCC, com datas e motivos. Devolução voluntária, perda de contato e retomada por violação de política não são a mesma história; o arquivo lhes dava nomes diferentes.

A resistência tinha uma pergunta institucional precisa: uma política da comunidade deveria determinar o procedimento interno do RIPE NCC? A própria proposta registra essa crítica. Nos primeiros debates também surgiu a preocupação com a identificação de titulares antes de uma denúncia ser confirmada. Os autores ajustaram o texto, e o aviso de maio abriu uma nova rodada de discussão. Os totais agregados seriam públicos; o acompanhamento de cada denúncia ficaria com as partes. As regras para alocar ou revogar recursos não mudariam.

O novo desenho, porém, não encheu a caixa de entrada. Em outubro, Steffann perguntou ao grupo se ainda desejava a proposta; a versão mais recente não recebera comentários. O anúncio de 22 de novembro confirmou a retirada. Diante das objeções da largada e da pouca reação depois, os autores julgaram improvável chegar a consenso. O projeto não caiu numa votação de cinema. Foi ficando sem conversa.

O episódio deixa uma medida em aberto. O cadastro de recursos é público e detalhado; a carga de reclamações sobre ele poderia ter uma contabilidade igualmente legível. Um contador não decide se uma denúncia procede. Ele mostra se o trabalho entrou, avançou e encontrou uma saída. Era esse recibo que Steffann queria pendurar na parede.