Resumo

  • A prop-053 de Rajesh Chharia reduziu o tamanho mínimo de alocação IPv4 da APNIC de /21 para /22. O componente de taxas foi retirado do consenso; a regra de endereços entrou em vigor em agosto de 2008.
  • Em 2023, Chharia e Vivek Narayan propuseram com a prop-152 um máximo futuro de /24 para novas contas após o esgotamento da reserva então disponível. A proposta não obteve consenso na APNIC 56 e foi abandonada em fevereiro de 2024.

Uma pequena provedora indiana podia precisar de 1.024 endereços e ser obrigada a aceitar 2.048. Era essa a matemática da regra mínima /21 da APNIC em 2008. Na versão final da prop-053, Chharia argumentou que um /22 atenderia melhor muitos ISPs e serviços de tecnologia da informação. O texto apontava uma anuidade de 3.169 dólares australianos como exemplo do custo de entrar pela faixa então disponível. Endereço ocioso e boleto cheio: uma combinação pouco elegante para um recurso finito.

A comunidade baixou o piso. O registro da APNIC marca consenso em fevereiro de 2008 e implementação em 4 de agosto. A parte sobre taxas saiu antes da aprovação. O que virou regra foi o tamanho menor da alocação, permitindo que a demanda pequena chegasse ao registro sem vestir um número maior.

Em 2023, Chharia voltou, agora com Vivek Narayan. A prop-152 original deixava o máximo /23 vigente até o estoque então disponível acabar. A partir daí, novas contas sem IPv4 receberiam no máximo /24, ou 256 endereços, de espaço reservado que se tornasse delegável. Quem já tivesse IPv4 não receberia mais. O texto previa fila quando todo o espaço se esgotasse. Os números de estoque e a expectativa de esgotamento em 2024 pertencem àquele documento de 2023.

O primeiro corte baixou um mínimo que expulsava pequenas redes. O segundo queria baixar um máximo futuro para que mais estreantes encontrassem uma parcela. Ambos os textos disseram não prever desvantagens. A Secretaria da APNIC lembrou que a fila pretendida já existia na política e sugeriu tirar do novo texto números de inventário que envelheciam enquanto a discussão corria.

Na APNIC 56, a prop-152 voltou à lista sem consenso. O histórico oficial registra o abandono pelos coordenadores em 29 de fevereiro de 2024. Chharia conseguiu diminuir a primeira fatia. A segunda ficou no papel, à espera de uma resposta sobre quem entraria depois.