Resumo

  • A NUNet começou como uma rota de e-mail armazenado e encaminhado. Vinte e nove instituições discavam para uma gateway UUCP da National Universities Commission em Abuja, que depois trocava mensagens com um servidor do ICTP em Trieste.
  • Uma gateway podia transportar mensagens entre países sem resolver o acesso dentro de cada campus. Telefone, eletricidade, computadores e redes locais determinavam a frequência das trocas e quem podia usar o serviço.

Há pelo menos três mapas para contar o início da NUNet. Um era o plano nacional: coordenar as universidades e conectá-las a uma gateway de Internet. Outro era a rota que realmente carregava as mensagens: os servidores universitários chamavam Abuja por modem, e a National Universities Commission (NUC) se conectava separadamente a um servidor do International Centre for Theoretical Physics (ICTP), na Itália. O terceiro mapa ficava dentro de cada campus: quais pessoas conseguiam usar um computador ligado ao serviço de e-mail. Os documentos mostram por que esses mapas não eram iguais.

A NUC iniciou o planejamento de uma rede de comunicação universitária em outubro de 1994. A primeira comissão recebeu a tarefa de avaliar a viabilidade do e-mail. Um ano depois, o encontro nacional concluiu que as necessidades das universidades iam além do correio eletrônico. Em uma retrospectiva da topologia escrita em novembro de 2004, o responsável por redes da NUC, Aminu Ibrahim, lembrou que a resolução de 31 de outubro de 1995 propôs a NUNet, uma gateway completa à Internet na NUC, em Abuja, e cinco pontos de presença em universidades selecionadas. Era uma decisão de projeto.

O documento não prova que os cinco locais foram construídos nem que todos os campi receberam acesso geral à Internet.

O memorando de 1996 entre NUC e ICTP deu à proposta um parceiro internacional concreto. O ICTP ajudaria no registro de nomes de domínio, prestaria serviço de troca e retransmissão de e-mail e treinaria administradores de sistemas Linux e redes. Segundo Ibrahim, a implantação inicial abrangeu 29 instituições, cada uma com um servidor de e-mail UUCP em Linux. Pelo menos três vezes ao dia, o servidor do campus deveria discar para a secretaria da NUC em Abuja, trocar mensagens na fila e se desconectar. Depois, a NUC discava para o servidor de e-mail NUNet do ICTP em Trieste.

O mecanismo de armazenar e encaminhar do UUCP transportava mensagens quando havia uma linha telefônica; não criava uma rota permanente de cada campus para todos os serviços da Internet.

A diferença importa porque o plano e o serviço eram chamados de “rede”. A gateway entre Abuja e Trieste dava às instituições nigerianas uma forma de enviar e receber correio internacional. Ela não instalava LANs nos prédios, não conectava as faculdades nem oferecia automaticamente navegadores, servidores web ou acesso IP de uso geral. O relé podia funcionar enquanto o acesso dentro do campus permanecia parcial.

No relato de 2004, Ibrahim menciona limitações locais. Telefone e energia eram pouco confiáveis em alguns locais remotos, então as instituições não discavam com a mesma frequência. Muitas universidades não tinham as LANs e WANs necessárias para distribuir os e-mails além do computador ou escritório que hospedava a gateway. A história do Centro de Computação da Universidade de Maiduguri descreve uma sequência semelhante naquele campus: o e-mail via NUNet veio antes do VSAT de 2002 que iniciou serviços de Internet para a universidade e para o público. É um exemplo institucional, não uma amostra nacional.

A conexão internacional mudou em 2000, quando a NUC adquiriu seu próprio VSAT e reconfigurou as gateways de Abuja e do ICTP para trocar mensagens via satélite. Isso não significa que cada universidade membro tivesse uma antena própria. Os diagramas de 2004 mostram várias configurações: instituições com VSAT e rede sem fio no campus, instituições que ainda discavam para a gateway de e-mail da NUC e o relé entre NUC e ICTP. A rota central e o último trecho de cada campus continuavam sendo partes diferentes do sistema.

Os planos de expansão corriam em paralelo ao serviço. Um documento de projeto do Banco Mundial descreveu o componente de redes eletrônicas como capacidade de e-mail entre universidades, com a possibilidade de conectividade futura à Internet. A proposta incluía infraestrutura de backbone, treinamento e manutenção, além do projeto de redes locais nos campi onde houvesse condições. Na retrospectiva posterior, Ibrahim disse que o estudo de viabilidade da NUNet levou a fundos preparatórios, à contratação de consultores e a um workshop em março de 2002; o projeto acabou cancelado após divergências sobre componentes e modalidades.

Esses documentos mostram que a expansão foi considerada, não que o orçamento previsto tenha sido gasto ou que a rede campus planejada tenha sido concluída.

No mesmo relatório de 2004, Ibrahim escreveu que a NUNet ainda oferecia apenas e-mail e que os VSATs próprios das universidades reduziam a participação no serviço compartilhado. Essa é a avaliação do autor, não uma contagem auditada. Uma universidade podia melhorar sua conexão à Internet e, ao mesmo tempo, depender menos do caminho de e-mail da NUNet. Autonomia local e backbone nacional não eram necessariamente a mesma coisa.

Outros serviços nigerianos de e-mail e Internet surgiram ao redor da NUNet. O arquivo do NSRC preserva um aviso de julho de 1995 de que o link de e-mail da RINAF para o Yaba College of Technology fora restabelecido após uma interrupção. Uma mensagem retransmitida em janeiro de 1997 registra a alegação da LinkServe de que operava uma linha alugada de 9,6 kb/s entre Lagos e a Pipex, no Reino Unido. São modelos próximos no tempo, mas não provam que a NUNet criou ou operou essas conexões. O primeiro era um link de correio; o segundo, uma linha relatada por um provedor.

A distinção histórica útil está entre a rede universitária planejada, o relé que efetivamente transportava mensagens e os equipamentos locais necessários para tornar esse relé utilizável. A NUNet conectou instituições por uma fila comum e uma rota internacional de e-mail. Transformá-la em uma rede de campus exigia trabalho e infraestrutura além da gateway.

Fontes e limites

Os números e explicações operacionais apoiam-se sobretudo na retrospectiva de Aminu Ibrahim, escrita em 2004 para a NUC. As mensagens guardadas pelo NSRC não formam um censo completo. O documento do Banco Mundial descreve componentes planejados. Intenções e número de nós não provam qualidade do serviço, total de usuários nem acesso completo em cada campus. O relatório da NUC diz que US$ 16,2 milhões foram aprovados para a NUNet; um documento anterior do Banco Mundial apresenta US$ 16,4 milhões para redes eletrônicas. Este artigo não trata nenhum dos valores como gasto auditado.