Resumo

  • O RFC 1410, edição de março de 1993 da lista oficial do IAB, mandava o leitor deixar de usar aquela edição após 31 de julho de 1993.
  • Cada promoção dependia de uma recomendação do IESG e da ratificação do IAB. Sem a segunda decisão, o trabalho voltava ao IETF; prazos mínimos e evidência de implementação completavam o caminho.

Um catálogo oficial que avisa quando ficará velho entende o próprio serviço. A edição de março de 1993 dizia ao leitor para confirmar se tinha uma cópia atual e para não recorrer a ela depois de 31 de julho. O status de um protocolo podia mudar; a folha publicada não devia fingir que acompanharia a mudança sozinha.

Quem produzia a maior parte do trabalho eram os grupos do IETF. As etapas eram Proposed Standard, Draft Standard e Standard. A cada subida, o Internet Engineering Steering Group recomendava e o Internet Architecture Board ratificava. Quando o IAB não ratificava, o protocolo voltava ao IETF para novo trabalho. A recomendação não era um carimbo antecipado da segunda instância.

Havia uma espera deliberada. Entre Proposed e Draft, o IAB fixava pelo menos seis meses; entre Draft e Standard, pelo menos quatro. O objetivo era dar tempo à comunidade para reagir. O documento também dizia que chegar a Draft sinalizava provável avanço a Standard em seis meses, desde que não aparecessem objeções ou defeitos graves. Probabilidade e prazo mínimo são coisas diferentes. Nenhuma dessas frases marcava uma promoção automática no calendário.

O código contava. Pela prática geral do IAB, a passagem de Proposed a Draft requeria pelo menos duas implementações independentes. A última etapa geralmente exigia experiência operacional e interoperabilidade demonstrada entre duas ou mais implementações. Uma especificação pode ser convincente na reunião; o teste de maturidade pergunta se equipes separadas conseguem construir sistemas que se entendam.

Se a decisão continuasse incerta, o IAB podia formar um comitê com especialistas do IETF, IRTF e IAB para recomendar uma ação explícita. A lista também mantinha protocolos classificados Historic por terem sido substituídos ou deixado de ser usados. Um asterisco identificava linhas novas, movidas ou modificadas desde a edição anterior. O quadro mostrava sua própria revisão.

O registro do RFC Editor hoje marca essa edição como Historic e aponta o RFC 1500 como sucessor. Já existe uma reportagem sobre RFC 1311 e a diferença entre número RFC e número STD. O interesse do RFC 1410 é outro: quais mãos podiam promover ou devolver um protocolo e que prova deveria existir antes do próximo degrau.

O guia de 1993 dava uma resposta pouco romântica e útil. Uma proposta passava por recomendação, ratificação, tempo de espera e confronto entre implementações. Então o próprio guia precisava ceder lugar a uma nova edição. O padrão oficial tinha história; a lista que o descrevia tinha prazo.