Resumo

  • Depois da reunião de 23 de outubro, o Conselho Consultivo da ARIN enviou ARIN-2025-1 e ARIN-2025-8 a chamadas finais separadas de 14 dias, ambas com encerramento em 11 de novembro.
  • A primeira proposta reescreve as definições de ISP e LIR no manual; a segunda acrescentaria a área de serviço da ARIN à regra do IPv4 reservado para facilitar a implantação de IPv6.

Em política de endereços, uma palavra pode escolher quem senta à mesa. Outra pode escolher onde essa pessoa usa o recurso. A ARIN abriu duas chamadas finais em 28 de outubro, com comentários até 11 de novembro. O prazo é o mesmo; as fronteiras em disputa são diferentes.

O texto de ARIN-2025-1 tenta limpar uma confusão antiga entre ISP e registro local de Internet, ou LIR. Hoje, o manual define LIR, mas deixa ISP sem definição explícita. No texto proposto, LIR é uma organização que participa de um registro regional e recebe dele uma alocação para repassar números a clientes; grandes empresas, universidades e ISPs aparecem como exemplos possíveis. ISP ganha uma definição própria, com serviços como conectividade, hospedagem, colocation e redes privadas virtuais. Em seguida, a proposta substitui ISP por LIR em várias seções. Veja a 4.2.3.1: o novo texto exige que o LIR guarde justificativas para cada redistribuição ou realocação a clientes, que a ARIN pode pedir antes de novas alocações. Uma universidade com alocação direta passaria a ler seu papel ali sem precisar adivinhar se o antigo rótulo ISP a alcançava.

Já ARIN-2025-8 quer acrescentar poucas palavras à seção 4.10: o IPv4 separado para ajudar a implantação de IPv6 seria dedicado a esse fim “within the ARIN service area”. A frase atual não traz a restrição. O problema apresentado pela própria ARIN diz que seus funcionários já interpretam a regra dessa maneira. Escrever a condição no manual tornaria pública a linha que hoje aparece como prática de análise dos pedidos.

O resultado do Conselho mantém ARIN-2025-3 e ARIN-2025-7 em trabalho; só as propostas 1 e 8 entraram nesta etapa. As manifestações vão para a lista pública de política. Pelo processo formal, a recomendação ao Conselho Diretor vem depois. Agora é a hora de discutir exatamente o que cada frase pretende autorizar ou limitar.