Resumo

  • Gana registrou 8.578 rompimentos de fibra até agosto, e as obras viárias responderam por 49% dos danos relatados
  • O governo planeja um processo conduzido pela NCA que exigirá que órgãos rodoviários e empreiteiras entrem em contato com operadoras de telecomunicações antes do início das escavações

O fato

Gana registrou 8.578 rompimentos de fibra entre janeiro e agosto de 2026, e as obras viárias foram responsáveis por 49% dos danos relatados, afirmou em 7 de setembro o ministro das Comunicações Samuel Nartey George. A mineração ilegal respondeu por 25%, enquanto empreendimentos privados e outras atividades representaram os 26% restantes.

A expectativa é que o governo e as operadoras móveis gastem cerca de US$ 20 milhões neste ano para reparar fibras danificadas. George citou uma interrupção de 17 horas na rota Winneba-Mankessim e outros incidentes em que obras viárias danificaram a infraestrutura de rede.

Para reduzir os rompimentos relacionados a escavações, o governo está desenvolvendo uma estrutura de coordenação por meio da National Communications Authority. Órgãos rodoviários e empreiteiras entrariam em contato com as operadoras de telecomunicações antes de escavar, para que as rotas de fibra possam ser identificadas e, quando necessário, protegidas ou realocadas. O governo também considera instalar câmaras para fibra ao longo das estradas e aplicar penalidades por danos. As medidas relatadas ainda estão sendo desenvolvidas e não constituem um processo operacional nacional estabelecido.

A avaliação

O processo proposto muda o momento em que os danos à fibra são tratados. Em vez de descobrir um cabo enterrado depois que a escavação já começou, uma empreiteira entraria em contato com a operadora de rede com antecedência. Isso dá à operadora tempo para identificar a rota, acertar como ela será protegida ou realocada e sinalizar um conflito antes que o maquinário chegue ao local.

Isso só funciona se o aviso chegar com antecedência suficiente. As operadoras precisam de informações precisas sobre as rotas e de alguém capaz de responder, enquanto as empreiteiras precisam saber se a obra pode prosseguir quando o trajeto da fibra permanecer incerto. Uma lista de contatos, por si só, não evitará um rompimento se o cronograma da obra já estiver definido quando a operadora for envolvida.

Para os leitores da BTW, Gana está se concentrando na maior causa relatada de seus danos à fibra, e não em todas as causas. Menos rompimentos, interrupções mais curtas e custos de reparo menores nos projetos rodoviários que adotarem o processo indicariam se a coordenação antecipada está mudando o que acontece antes do início das escavações.

O que observar

Acompanhe a publicação, pela NCA, da estrutura de coordenação, incluindo prazos de aviso, responsabilidades pelas informações de rota, penalidades e regras de recuperação de custos. Os primeiros projetos rodoviários que usarem o processo devem então ser monitorados quanto a rompimentos de fibra, duração das interrupções e custos de reparo. Esses resultados mostrarão se as verificações prévias estão mudando as operações em campo, em vez de apenas acrescentar uma etapa administrativa.

Fontes

  1. https://gna.org.gh/2026/09/government-mnos-to-spend-20m-on-fibre-repairs/

  2. https://www.citinewsroom.com/2026/09/big-push-road-projects-cause-49-of-ghanas-fibre-cuts-sam-george/