Resumo

  • O atalho Fishcam de SeaMonkey chegou a ter um patch de remoção, substituído quando Lou Montulli ofereceu o novo endereço fishcam.com.
  • A recuperação entrou no marco 2.0a3. Meses depois, um aviso do aquário registrou a transferência de quatro bannerfish que atacavam os recém-chegados.

O condomínio tinha síndicos demais

Quatro peixes precisaram mudar de endereço. É o que conta o aviso de manutenção de 22 de maio de 2009 do Fishcam: os bannerfish haviam ficado territoriais e atacavam os peixes novos. O responsável também retirara temporariamente os enfeites do tanque, com retorno previsto para 26 de maio. A vista da câmera estava passando por obras e por uma reorganização de vizinhança.

Quem chegava ali por SeaMonkey talvez só quisesse alguns minutos de descanso. O navegador tinha um atalho para ver o aquário, uma daquelas graças que tornam um programa mais simpático. Pouco antes, o próprio caminho até os peixes estivera em risco.

No começo do registro 454847 do Mozilla, a combinação Ctrl-Alt-F levava a netscape.aol.com. A discussão ofereceu destinos de carreira para o recurso: aposentadoria, uma página sobre artêmias ou outra câmera de aquário. Uma resposta apontou uma URL diferente que ainda mostrava a câmera. Havia algo a investigar antes de encerrar o passeio.

Foi apresentado um patch para remover a função. Então Lou Montulli colocou fishcam.com no ar e deu ao atalho uma chance de continuar útil.

A infraestrutura do intervalo

Na história que escreveu sobre Fishcam, Montulli situa a estreia no fim do verão de 1994, quando trabalhava na Netscape. A paixão por aquários serviu também para experimentar recursos do navegador. O conjunto inicial, SGI Indy e Indycam, gastava quase vinte segundos de CPU para capturar a foto, acrescentar a sobreposição e publicá-la. A renovação ocorria uma vez por minuto. O descanso do leitor era produzido com trabalho de máquina.

O relato registra a saída do ar em 2008 e a volta, no início de 2009, com um tanque novo de 600 galões na Zetta. Era bastante aquário para caber na expressão “pequeno extra do navegador”.

Robert Kaiser, desenvolvedor de SeaMonkey, contou em 21 de fevereiro de 2009 que havia trocado emails com Montulli. Na semana anterior, mudara o destino nas compilações noturnas do ramo principal. Na noite anterior ao texto, uma câmera nova melhorara a imagem. A recuperação tinha duas frentes e duas agendas.

O patch de remoção ficou obsoleto. A mudança de endereço passou pelas revisões e pela aprovação, e o registro terminou como resolvido, associado ao marco SeaMonkey 2.0a3.

Quem leva a plateia quer aparecer

As notas da reunião de 24 de fevereiro, publicadas no dia seguinte, confirmaram que a correção havia entrado em 2.0a3. Trouxeram ainda uma tarefa para Kaiser: pedir um botão de SeaMonkey na página de Fishcam, ou a troca do botão de Firefox. O projeto que encaminhava visitantes queria um lugar na vitrine. A ata registra o pedido; o resultado da conversa sobre o botão ficou fora daquele documento.

No registro do problema, alguém também sugeriu usar um elemento de vídeo. A resposta indicou Montulli como interlocutor, pois ele cuidava da câmera e do tanque. O código do navegador levava até a atração; o dono da atração decidia como ela seria apresentada.

É por isso que o aviso de maio sobre os peixes merece lugar nessa história de software. Ele mostra a manutenção que continuava depois de fechado o problema no navegador. Para o público, havia um atalho restaurado. Para quem operava o aquário, ainda havia habitantes que achavam o próprio território pequeno demais. A Web conseguia transmitir a tranquilidade de um tanque graças a gente ocupada em fazê-lo ficar tranquilo.