Summary

  • Na APNIC 14, Anne Lord apresentou a permissão para um LIR subalocar IPv4 a um ISP cliente, que poderia fazer designações aos próprios usuários.
  • A subalocação seria registrada como ALLOCATED NON-PORTABLE, devolvida ao LIR ao fim do serviço e impedida de descer mais um nível.

O texto da proposta de agosto de 2002 descreve uma prática que já acontecia. A política deixava o LIR designar endereços a clientes, mas não reconhecia uma alocação a outro provedor. Alguns clientes eram ISPs com seus próprios assinantes. A antiga flexibilidade do campo status no Whois permitia que a diferença passasse despercebida. O software novo tornou obrigatórios o campo e os valores admitidos. A APNIC precisava escolher entre negar a operação real ou registrá-la com precisão.

Lord apresentou a segunda opção no SIG de políticas da APNIC 14. O LIR podia fazer a subalocação; o ISP de baixo podia designar endereços; uma nova subalocação por esse ISP ficava vedada. O registro teria o estado ALLOCATED NON-PORTABLE. Encerrado o serviço com o LIR, o bloco voltaria a ele. Para obter espaço portátil, o ISP teria de procurar a APNIC ou o NIR. A liberdade operacional vinha com uma linha de retorno desenhada no contrato.

A discussão não poupou a conta. Participantes perguntaram sobre abuso, mensalidades, eficiência de uso e uma cadeia recursiva de provedores. O LIR continuaria responsável pela agregação e pelo cadastro de alocações e designações. Uma alocação acima da janela de designações do LIR exigiria segunda opinião da APNIC. Ao pedir mais endereços, o LIR ainda teria de demonstrar 80% de uso. A regra de 80% se referia ao pedido subsequente, enquanto a distribuição aos clientes seria examinada por registros e documentos.

O presidente constatou consenso com poucas objeções. A assembleia de membros apoiou a recomendação e pediu orientação para avaliar o tamanho dos blocos. O relatório anual de 2002 registra a formalização daquela prática informal; uma apresentação da APNIC fixa a implementação em 1º de dezembro. O documento foi proposto pela APNIC, apresentado por Lord, aprovado pelos membros e executado pelo secretariado.

O ganho foi tornar visível uma cadeia de responsabilidade. O ISP passou a poder atender sua clientela com um bloco próprio de operação; o LIR preservou o controle de sua saída; a APNIC ganhou um registro para conferir. Os documentos públicos mostram a regra, não uma contagem de devoluções bem-sucedidas. Essa contagem dependeria dos registros datados de retorno e realocação.