Resumo
- O WebFinger transformou um nome de conta em pergunta. Pelo RFC 7033 de 2013, o aplicativo consulta
/.well-known/webfingerno domínio após@e recebe links em JSON. O nome circula entre programas; o domínio guarda o caderno de endereços. - O RFC 7565 definiu
acct:como identificador de conta independente do protocolo de interação. Um relatório comunitário do W3C de 2024 descreveu a busca por atores do ActivityPub. O identificador fácil de carregar ainda depende da resposta do host indicado.
O nome cabia na conversa, o destino não
“Carol em example.com” é suficiente para outra pessoa entender. Um aplicativo precisa descobrir onde está o provedor de login ou o documento de perfil. Cada site pode usar /carol, /users/carol ou um código opaco. Adivinhar o caminho exigiria que todo software conhecesse a arquitetura de cada serviço.
O RFC 7033, publicado em setembro de 2013, instalou uma pergunta comum no domínio da conta. O cliente faz GET em /.well-known/webfinger de example.com, com o identificador acct: de Carol em example.com codificado no parâmetro resource. A resposta é um JSON Resource Descriptor com sujeito, possíveis apelidos, propriedades e links tipados. rel pode restringir a relação desejada. No exemplo do RFC, a consulta encontra o emissor OpenID Connect de Carol. O programa recebe o destino da autoridade que opera o domínio.
Esse é o ponto de controle. O operador pode mudar o link sem mudar o nome que as pessoas usam. Se o endpoint não responde, o aplicativo remoto não obtém resposta WebFinger para a conta. O padrão normalizou a pergunta; não criou um catálogo central que pudesse responder no lugar de cada domínio.
acct identifica, WebFinger aponta
O RFC 7565 de maio de 2015 definiu o esquema acct: para identificar uma conta em um prestador de serviço sem escolher o protocolo de interação. o identificador acct: de Carol em example.com não é uma URL HTTP que o navegador abre como a página de Carol. O WebFinger transforma o identificador em consulta ao host nomeado e recebe os links úteis na resposta.
Assim, um aplicativo procura o provedor de identidade e outro procura informações de autor ou perfil. Ambos começam no domínio depois de @. O formato comum do identificador não transfere a operação desse domínio para o usuário. Quem mantém o host mantém a correspondência atual.
Um relatório final de 2024 do grupo comunitário Social Web do W3C documentou a aplicação ao ActivityPub. O cliente transforma user@domain em acct:, consulta o endpoint daquele domínio e recebe um link para o documento HTTPS do ator, cujo caminho pode variar entre serviços. O relatório também descreve a descoberta no sentido inverso. É um registro de um uso posterior produzido por grupo comunitário, não uma Recomendação do W3C.
Um catálogo fácil de consultar também ajuda quem coleciona endereços. O RFC 7033 observou que uma pergunta pública pode revelar se a conta existe e associá-la a outros dados, facilitando coleta e phishing. Ele discutiu controle de acesso e limitação de consultas. Para avaliar um serviço de verdade, importa ver quais apelidos e propriedades ele entrega, além de saber que responde.
O WebFinger poupou os aplicativos de decorar todos os padrões de URL de perfis. Seu primeiro passo mostrava o preço: visitar o domínio da conta e pedir a ele o próximo endereço. O nome viajava bem. O caderno permanecia no balcão do host.
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