Resumo
- A versão 09 da minuta de STAMP sobre SR-MPLS, do grupo SPRING, substitui uma descrição ampla do caminho reverso por regras específicas para a rota SR-MPLS, o serviço L3 e o serviço L2.
- Sem uma Segment List recebida para o retorno, o refletor pode usar encaminhamento IP caso não consiga selecionar uma rota SR-MPLS reversa. Se não localizar o serviço inverso L2 ou L3 correspondente, deve descartar o teste e não responder.
O dado de medição voltou, mas o serviço voltou com ele? Essa é a pergunta que a nova redação torna inevitável. Um pacote de resposta STAMP pode chegar ao emissor por IP depois que o refletor não encontra uma rota SR-MPLS de retorno. A troca de pacotes aconteceu; não se segue daí que o trajeto reverso planejado, muito menos o serviço de um cliente, tenha sido medido. A minuta agora trata explicitamente esse limite.
Na versão 08, a seção 6.3 descrevia o refletor enviando a resposta pelo mesmo caminho SR-MPLS em sentido contrário. A versão 09, datada de 28 de setembro, reparte o assunto entre as seções 6.3.1 a 6.3.3. Não é notícia de mudança observada em uma rede, nem relato de falha. É uma alteração verificável no texto proposto para a operação das sondas.
Para o caminho SR-MPLS genérico, a primeira escolha é usar a Segment List sub-TLV recebida no Return Path TLV. Ela determina o caminho reverso e a pilha de rótulos MPLS. Sem esse elemento, o refletor escolhe localmente uma rota SR-MPLS reversa. Caso não consiga selecionar nenhuma, a seção 6.3.1 manda transmitir a resposta da figura 10 por encaminhamento IP. O recorte é importante: uma solicitação explícita de retorno que não pode ser atendida não vira automaticamente um desvio IP invisível. O RFC 9503 prevê tratamento próprio para esse caso.
Quando a prova atravessa um serviço L3, a volta depende da pilha de rótulos inversa associada ao rótulo L3VPN recebido na ida. O endereço de origem do teste também precisa ser alcançável na tabela IPv4 ou IPv6 vinculada a esse L3VPN. Se o refletor não encontra o serviço inverso correspondente, descarta o pacote e não envia resposta. No caso L2, procura a pilha de serviço reversa relacionada ao rótulo L2VPN da ida; sem ela, também descarta e silencia. Não há autorização para chamar o retorno IP genérico de prova de continuidade de um serviço L2 ou L3.
O silêncio, por sua vez, não prova sozinho que a ida perdeu o pacote. A sonda pode ter chegado ao refletor e sido descartada porque faltava contexto de serviço para a volta. Esses critérios se referem à medição de duas vias. A seção 7 da minuta exclui expressamente o encapsulamento de resposta da seção 6.3 no modo de uma via, no qual o refletor não transmite pacote de teste.
No Datatracker, o documento continua como Internet-Draft do grupo SPRING, com estado I-D Exists e intenção de publicação Informational. Não é um RFC nem comprovação de implantação. O ganho imediato é de precisão: vincular cada resultado à rota de retorno que de fato sustentou — ou impediu — a resposta.
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