Resumo
- A RFC 3496 acrescentou ao PATH um objeto opcional para pedir UBR, VBR-NRT, VBR-RT ou CBR em um LSP MPLS.
- O documento não implementava o tratamento. Reconhecimento, estado, reserva, rótulos, fila, escalonador, medição e aplicação eram comprovantes distintos.
A extensão preservava no MPLS uma distinção de serviço vinda do ATM. Células encapsuladas poderiam atravessar Ethernet, Packet over SONET ou ATM, desde que o caminho sinalizado suportasse a classe desejada. Isso transportava uma exigência entre tecnologias.
O objeto usava classe 227 e C-Type 1. Vinte e nove bits eram reservados; os três últimos escolhiam UBR, VBR não tempo real, VBR tempo real ou CBR. Valores quatro a sete ficavam reservados.
Não havia profundidade de fila, algoritmo, peso, buffer, polícia, atraso ou perda no campo. A RFC afirmou que não especificava como os LSRs emulariam as classes com filas e escalonamento. Nomear CBR não criava um mecanismo de taxa constante.
O objeto seguia em PATH com sessão de túnel IPv4 e pedido de rótulo. DIFFSERV podia aparecer junto sem ser equivalente. O escopo continuava unicast.
LSRs conscientes gravavam o objeto no estado de caminho. Isso comprovava que o plano de controle reteve a intenção, não que o plano de dados a executava. Se houvesse vários objetos, só o primeiro valia; os demais eram ignorados e não seguiam adiante.
O RESV de volta não carregava ATM_SERVICECLASS. Reserva bem-sucedida não era confirmação refletida da classe. O operador precisava correlacionar PATH, estados, admissão, rótulos e mecanismos de fila.
Se um nó não conhecesse a classe 227, a regra RSVP para classes 11 mandava ignorar e encaminhar o objeto intacto. Um nó podia ser transparente aos bytes e cego ao requisito. Se conhecesse a classe, mas não o C-Type, enviava PathErr.
A falta de suporte fazia a instalação falhar. O emissor deveria alertar a gestão e poderia tentar sem o objeto. O novo túnel, se subisse, seria genérico. A conectividade recuperada não manteria silenciosamente a classe retirada.
RFC 3270, 3564 e 4124 tratavam outras relações entre Diffserv e engenharia MPLS; RFC 5127 tratava agregação. A fronteira de RFC 3496 era o pedido ATM único, seu reconhecimento e a decisão de degradá-lo.
A sequência probatória é PATH, análise, SC, estado por salto, admissão, RESV, rótulo, fila e escalonador, medição e aplicação. Cada etapa tem um proprietário e não pode ser inferida da anterior.
Fontes
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3496.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3496.txt
- https://www.rfc-editor.org/info/rfc3496
- https://datatracker.ietf.org/doc/rfc3496/
- https://datatracker.ietf.org/doc/rfc3496/history/
- https://www.rfc-editor.org/errata_search.php?rfc=3496
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc2205.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3209.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3031.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3032.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc2475.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3270.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3564.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc4124.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc3346.html
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc5127.html
- https://www.iana.org/assignments/rsvp-parameters/rsvp-parameters.xhtml
- https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc2961.html
- https://heng.lu/minimum-initial-specification-localized-future-decision-voluntary-adoption-internet-coordination-system/
- https://heng.lu/on-reality-layers-symbolic-power-and-why-clarity-feels-so-hostile/
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