Resumo

  • RFC 2213 colocou capacidade de interface e fluxos reservados em uma MIB SNMPv2, com seletores, taxa, burst, fila, policing, descarte e RowStatus.
  • A mesma especificação impediu uma leitura totalizante: o número era só índice SNMP, owner era classe de processo, contadores começavam na instalação e queue/weight eram específicos da implementação.

Um operador podia enviar um SET, criar uma linha, definir seletores, taxa, burst e política de descarte e depois encontrar active. A sequência parecia uma confirmação completa. RFC 2213, porém, advertia que uma reserva criada por SNMP seguia regras diferentes das usadas quando RSVP a negociava.

Isso separava dois fatos. O agente aceitou uma operação de gestão. Outra coisa seria provar que um receptor pediu o serviço, que policy control aceitou sua identidade, que admission control reservou recursos em cada salto e que o soft state continuava vivo.

Duas tabelas para um estado local

Fred Baker, John Krawczyk e Arun Sastry publicaram RFC 2213 em setembro de 1997. A tabela de interface mostrava bits e buffers alocados, limites, número de fluxos, atraso adicional e status. A tabela de fluxos descrevia reservas ativas usando as interfaces do sistema.

Cada linha combinava tipo de sessão, owner, endereços, máscaras, protocolo, portas, interface, taxa, burst, peso, queue, tamanhos, contadores, descarte, serviço QoS, ordem de classificação e RowStatus. Muitos objetos eram read-create, embora a conformidade permitisse acesso somente de leitura. O contrato abria uma superfície possível; não dizia que todo equipamento aceitava toda escrita.

intSrvFlowNewIndex coordenava novas linhas por TestAndIncr. O manager lia o candidato e o devolvia no SET; colisão produzia inconsistentValue e nova tentativa. O SessionNumber resultante existia apenas para indexação SNMP e não se relacionava com qualquer valor de protocolo. Era endereço de linha, não identidade de sessão.

Owner classificava o instalador

intSrvFlowOwner assumia other, rsvp ou management. Ele dizia qual processo instalou o fluxo na base de política de filas. Não identificava pessoa, empresa, credential, autoridade nem receptor.

Mesmo rsvp não armazenava o Resv original, policy data ou refresh. RFC 2205 mantinha separados routing, sinalização e traffic control. Classifier, admission control e scheduler tinham funções próprias. A MIB projetava estado de um nó sobre esse conjunto, sem atestar a cadeia inteira.

Os seletores — endereços, comprimentos, protocolo, portas e interface — descreviam classificação local. A impossibilidade de alterar alguns campos com a linha ativa preservava consistência, mas não demonstrava um packet match nem estado equivalente adiante no caminho.

Números portáteis, semântica local

A taxa vinha do Tspec em Controlled-Load ou do Rspec em Guaranteed Service. Burst registrava o maior pico esperado; pacing adicional permanecia opcional. MinTU e MaxTU ajustavam o policing, não mediam pacotes.

Weight e queue eram declarados implementation-specific. Um número igual em roteadores diferentes podia representar algoritmos diferentes. Não era evidência de scheduler, latência, contenção ou tratamento real.

intSrvFlowPoliced começava na instalação do fluxo. intSrvFlowBestEffort contava pacotes remetidos ao best effort. Se a linha fosse recriada, o epoch mudava. Um contador crescente provava uma atualização local sob regras do agente, não autoria, conformidade total nem entrega. intSrvFlowDiscard definia perda ou rebaixamento, mas a configuração não provava que um pacote percorreu esse ramo.

Active era um estágio, não o resultado

intSrvFlowStatus era active para fluxos ativos e podia instalar, apagar ou autorizar classificação estática. RowStatus mostrava que a linha estava disponível ao dispositivo; não continha o dossiê causal.

Um active criado por gestão não provava negociação RSVP. Também não provava refresh, policy control, classifier hit, scheduler em execução ou serviço path-wide. RFC 2205 limitava até a confirmação RSVP a uma indicação de alta probabilidade, não garantia até os emissores.

O valor duradouro de RFC 2213 foi dar nomes administráveis a estados antes ocultos. Seu limite duradouro foi não transformar esses nomes em autoridade sobre fatos que precisavam de outras testemunhas.

Fontes