Resumo

  • O IPv4 define o TTL como um campo de oito bits medido em segundos, mas cada processamento deve reduzi-lo em pelo menos um.
  • Ao chegar a zero, o pacote é descartado e, se o destino não for multicast, normalmente se envia ICMP Time Exceeded à origem.

Um limite de vida, não um cronômetro exato

A RFC 791 permite que o remetente estabeleça a vida máxima de um datagrama. O campo pode chegar a 255, ou 255 segundos — 4,25 minutos — na interpretação nominal. Porém, todo ponto que processa o cabeçalho deve reduzir o TTL para refletir o tempo de processamento e subtrair pelo menos um mesmo quando passou menos de um segundo. Por isso, a RFC o trata como limite superior de vida, não como relógio preciso.

A redução mínima impede que um pacote circule indefinidamente apenas porque os roteadores o encaminham rapidamente. Cada etapa consome parte de um orçamento finito.

O limite de saltos fica explícito

A RFC 1812 transforma essa consequência em requisito operacional: cada roteador deve reduzir o TTL em pelo menos um, mesmo quando o tempo decorrido é muito inferior a um segundo. Assim, o TTL funciona efetivamente como limite de saltos. Se um roteador mantiver o pacote por mais de um segundo, também poderá subtrair uma unidade por segundo. O componente temporal permanece, mas a garantia comum acompanha as etapas de encaminhamento.

Quando o TTL chega a zero ou menos, o roteador deve descartar o pacote. Para um destino não multicast, deve enviar ICMP Time Exceeded Code 0 à origem. Como o TTL muda durante o caminho, o checksum do cabeçalho IPv4 precisa ser recalculado e verificado.

Fontes