Resumo

  • O RIPE associa a Protelecom LLC a uma alocação IPv4 /22, uma alocação IPv6 /29 e dois sistemas autônomos, AS60953 e AS61034.
  • Na observação limitada do RIPEstat de 5 de setembro de 2026, cada ASN originava 512 endereços IPv4 distintos; dois ASNs e políticas recíprocas não comprovam dois domínios de falha independentes.

A página de membro do RIPE NCC situa a Protelecom LLC em Kyiv e indica a Ucrânia como área atendida. O objeto de organização identifica ORG-PL187-RIPE como LIR e registra PROTELE-MNT como mantenedor. Uma busca inversa associa à organização 185.20.216.0/22, 2a04:1800::/29, AS60953 e AS61034. A consulta também retorna a atribuição 185.20.218.0/23, identificada como TechExpert, dentro desse espaço.

Os dois objetos aut-num acrescentam uma pista relevante, porém limitada. O AS60953 chama-se PROTEX-AS e o AS61034, PROTELE-AS. Ambos se vinculam à ORG-PL187-RIPE e suas políticas declaram aceitação e anúncio recíprocos de ANY. Essas linhas são declarações de registro. Não comprovam tráfego efetivo, funcionamento de failover nem separação de instalações, equipamentos, energia ou redes de trânsito.

As observações datadas do RIPEstat mostram como o espaço aparecia aos coletores. Às 16:00 UTC de 5 de setembro, as visões routing-status do AS60953 e do AS61034 registravam dois prefixos IPv4 e 512 endereços distintos para cada ASN. Não havia anúncio IPv6 observado; ambos apareciam em todos os 327 pares IPv4 RIS listados. É uma observação delimitada, não uma garantia de serviço ou alcance global.

Os históricos de duas semanas mostram a divisão. O AS61034 originava continuamente 185.20.216.0/24 e 185.20.217.0/24. O AS60953 originava 185.20.218.0/23 e o prefixo mais específico e sobreposto 185.20.218.0/24. Assim, o /22 registrado aparecia por dois ASNs ligados à mesma organização, enquanto uma metade combinava rota agregada e rota mais específica.

O quadro torna duas perguntas relevantes: quem pode alterar cada anúncio e quais componentes são de fato independentes? As fontes públicas não respondem. Elas não mostram topologia física, failover ativo, contratos, tráfego, falhas ou desempenho de recuperação. A conclusão defensável é mais estreita: contar ASNs não equivale a mapear domínios de falha.