Resumo

  • Na reunião da AFRINIC de 2013, Mark Elkins descreveu um serviço anycast que poderia operar com cerca de quatro endereços, mas fracassaria no teste comum de utilização para receber espaço.
  • A regra ampliada permitiu um /24 IPv4, um /48 IPv6 e ASN quando solicitado, com uso restrito e status próprio no registro. A AFRINIC informou implementação em abril de 2015.

Quatro endereços. O número cabe numa anotação de canto de página e parecia pequeno demais para abrir a porta de uma alocação. Só que anycast não funciona pela quantidade de quadradinhos preenchidos. O mesmo serviço pode responder em vários pontos, e seu prefixo precisa ser anunciado de modo que a rede o alcance. Na ata da AFRINIC-18, Mark Elkins, um dos autores da proposta, explicou a dificuldade com esse exemplo de quatro IPs. A equipe da AFRINIC disse que pedidos semelhantes já haviam sido recusados por não alcançar a utilização mínima. A régua media ocupação onde a operação pedia alcance.

A primeira saída cobria IPv4. Durante o debate surgiram duas cobranças justas: incluir IPv6 e evitar uma lista fechada de serviços, como web, DNS autoritativo ou GRX. A proposta de 2014 assinada por Elkins abriu a possibilidade de um /24 IPv4, um /48 IPv6 e um ASN para anycast. O bloco passa a contar como totalmente utilizado em pedidos posteriores e fica dispensado da exigência usual de ocupação inicial. Em troca, não pode ser repassado por subalocação nem por nova atribuição; o WHOIS o identifica como ASSIGNED ANYCAST. A exceção veio com etiqueta e cerca.

Em AFRINIC-21, a comunidade discutiu o alcance dos serviços e acertou que o ASN deveria aparecer como opção, não como item automático do pacote. Houve consenso para a última chamada após ajustes. O relatório da AFRINIC-22 registra abril de 2015 para a implementação das provisões de IPv6 e ASN. A descrição atual dos estados de recursos mantém categorias anycast para IPv4, IPv6 e ASN. O serviço não precisou ganhar endereços fictícios para ganhar uma regra que o compreendesse.