Summary

  • Em 22 de outubro de 2026, o conselho da ICANN autorizou a renovação de um contrato de sistema de gestão empresarial e seus desembolsos.
  • A resolução pública esconde fornecedor e valor máximo. Pela política vigente, obrigações acima de US$ 750 mil normalmente passam pelo conselho.

O conselho deixou a porta da sala de reuniões aberta e cobriu a etiqueta de preço. Sua resolução de 22 de outubro autoriza o presidente da ICANN a fechar o contrato e fazer os pagamentos ligados à renovação do ERP. No lugar do nome da empresa e do teto de gasto, aparecem tarjas de “informações confidenciais de negociação”. A pauta é direta: renovação do fornecedor do ERP.

O sistema reúne registros administrativos da organização. A ICANN aponta ganhos em capacidade, relatórios globais, análise e controles internos. Diz também que o impacto financeiro já estava previsto no orçamento do exercício de 2027. A decisão sobre quando revelar as passagens ocultas ficou com o presidente, depois que a confidencialidade da negociação deixar de ser necessária.

Há um número público nessa história, mas ele é uma regra, não uma fatura. A política de contratos e desembolsos permite que um diretor aprove até US$ 150 mil, dois até US$ 300 mil e três até US$ 750 mil. Acima disso, a aprovação normalmente é do conselho. O diretor financeiro deve informar periodicamente os pagamentos relevantes por meio do comitê de finanças. Essa escada mostra quem pode assinar em cada faixa. Não mostra o degrau em que esta negociação parou.

Quando as tarjas caírem, três dados devem caber na mesma linha: empresa contratada, limite autorizado e pagamento final. Só assim a votação poderá ser comparada à despesa. Na mesma reunião, a ICANN transferiu US$ 20 milhões para o Fundo de Projetos, em outra resolução. O texto público não liga aquela transferência ao ERP. Pegar o número da página ao lado seria inventar um recibo.