Resumo

  • Cerca de 5% dos ASNs registrados na região da RIPE têm objeto ASPA; 12,5% dos caminhos analisados mostram cobertura parcial.
  • A faixa de 8–9% de aparentes inválidos considera apenas caminhos com algum ASPA, e um operador contestou a premissa na reunião.

Uma linha vermelha no painel parece uma instrução para mexer na lista assinada de provedores. Na RIPE 93, Tim Bruijnzeels apresentou números que exigem mais cuidado: cerca de 5% dos ASNs registrados na região têm objeto ASPA; aproximadamente 12,5% dos caminhos examinados recebem cobertura parcial; e 8–9% dos caminhos que contêm algum ASPA parecem inválidos. Cada percentual compra uma pergunta diferente.

A análise usa observações do RIS e dados de validação do Routinator. Bruijnzeels seguiu caminhos únicos e mais curtos desde o anúncio até a primeira rede cujo ASPA declara AS0. Pressupôs que os trechos anteriores fossem ligações cliente-provedor. Para a cobertura parcial, basta que outro AS no caminho apresente um objeto válido. O restante pode continuar desconhecido.

Gert Döring questionou a premissa com um caso próprio: pesquisadores apontaram ASes que supostamente faltavam em seu ASPA, mas vários eram serviços de nuvem ou de proteção DDoS, e ele rejeitou a classificação como provedores. Bruijnzeels mencionou vazamento real, provedor esquecido, falsificação de caminho e eventual falha de método como explicações possíveis. Pediu dados de operadores de trânsito para confrontar a medição. A transcrição oficial não fornece a contagem de caminhos por trás da faixa de 8–9% nem o desfecho dos casos contestados.

O resumo da palestra fala separadamente em até 9% de ASNs provedores omitidos em objetos ASPA. Esse índice mede provedores; a faixa de inválidos mede caminhos com ASPA. Parecem a mesma estatística só à distância.