Resumo

  • O LACNIC informa que associados com ASN podem configurar e publicar objetos ASPA diretamente no MiLACNIC. O comunicado confirma a implantação da função, mas não conta quantos associados a utilizam nem quantos objetos foram publicados.
  • Um ASPA registra quais provedores de trânsito o titular de um AS autoriza. O LACNIC diz que a informação pode apoiar a validação de caminhos, mas não apresenta recibo de validação, política de roteador ou resultado operacional medido.

Análise

O LACNIC levou a criação de ASPA ao MiLACNIC, portal usado pelos associados para administrar serviços da organização. A mudança documentada é específica: quem tem um ASN pode configurar e publicar o objeto por esse canal.

Esse recurso abre uma etapa da cadeia de segurança, sem comprovar que as demais estejam ativas. O ASPA registra quais sistemas autônomos o titular de um AS autoriza como provedores de trânsito. Depois, um validador independente precisa buscar e verificar o objeto; os sistemas de rede precisam receber os dados; e o operador decide se a avaliação do caminho afeta sua política local. O aviso do LACNIC confirma a primeira etapa, não as seguintes.

O comunicado apresenta o ASPA como complemento dos ROAs e da validação de origem. Um ROA informa qual AS pode originar um prefixo. O ASPA acrescenta a autorização de provedores, que pode apoiar a verificação de trechos do AS_PATH. A publicação de uma declaração assinada não muda automaticamente a decisão de um roteador.

A padronização também continua em andamento. O Datatracker do IETF lista o perfil ASPA na revisão 29 e o procedimento de verificação na revisão 28, ambos como Internet-Drafts do grupo SIDROPS. O estado do grupo é “Waiting for Write-Up”, e nenhuma das páginas mostra um RFC publicado. A explicação do LACNIC em setembro chama a adoção de inicial e distingue a publicação de objetos de seu uso operacional.

A pergunta que resta não é se o MiLACNIC oferece a função: o LACNIC diz que sim. Faltam o número de ASNs elegíveis que publicaram, a visibilidade dos objetos nos repositórios consultados por validadores, quais versões de software os aceitaram e se operadores ativaram políticas de validação de caminhos nos roteadores. Sem esses comprovantes, a atualização do portal demonstra acesso à publicação, não implantação regional nem mudança comprovada no tratamento de rotas.

Fontes