Summary

  • A revisão 02 do Internet-Draft individual de Femi Alla, de 31 de outubro, mantém o nome do agente alocado após a suspensão, mas reduz o documento público a versão, status suspenso e nome de host.
  • O texto novo recomenda que o diretório hospedado de chaves devolva um conjunto vazio com resposta de sucesso. Quem consultar de novo poderá substituir as chaves antigas do cache.
  • A mudança depende da nova leitura. Os 60 segundos citados no documento são o tempo de cache usado por sua implementação de referência para a ficha de identidade, não o prazo universal de sumiço da chave.

A placa vermelha e a chave esquecida

No modelo proposto, um provedor hospeda o nome público de um agente em nome de seu operador. Quando a identidade é suspensa, a ficha deixa de mostrar serviços, descrição, contato e verificações do titular. O DNS e a reserva do nome continuam; outra conta não pode tomá-lo. Uma empresa que consulta a ficha vê a decisão do provedor. Outra que só usa uma chave guardada anteriormente talvez continue olhando para uma autoridade envelhecida.

Em The Agent Identity Document: A Hosted, Accountable Public Record for AI Agents, Alla separa estado administrativo de disponibilidade. O campo status não diz se o agente está acordado ou se seu servidor responde. Um serviço temporariamente fora do ar não se transforma por isso em identidade suspensa. Também separa a ficha do diretório de chaves de assinatura. O campo public_key, que o operador pode escrever na ficha, não recebe função de verificação por si só.

A novidade da revisão 02 está no caminho das requisições assinadas. Após a suspensão, o provedor deveria servir o diretório de chaves com resposta de sucesso e sem nenhuma chave. Um erro de busca pode parecer falha de rede e deixar um verificador segurando seu cache antigo. A resposta vazia comunica um estado que substitui o anterior quando ele volta a consultar. O Apêndice B identifica a regra entre as alterações em relação à revisão 01. O documento afirma que a implementação de referência usa esse mecanismo; não mede o comportamento de todos os verificadores externos.

Essa cadeia tem três relógios. Primeiro, o provedor publica a suspensão no documento mínimo. Depois, passa a oferecer o diretório vazio. Por fim, a parte que recebe a requisição assinada precisa buscar de novo e julgar com a informação atual. Suspender uma conta também deve parar suas credenciais e suspender suas identidades, segundo o texto. Nenhum desses passos mostra, sozinho, quando uma terceira parte descartou a chave que já possuía.

O Datatracker classifica o texto como Internet-Draft individual ativo, sem adoção como RFC. A pergunta que importa para uma implantação concreta é quando ocorreu a primeira nova consulta do verificador e qual foi seu veredito. Sem esse recibo, o provedor pode mostrar uma bela placa de suspensão enquanto o limite externo ainda trabalha com a chave de ontem.

Fontes oficiais