Resumo

  • Fora da rede doméstica, o roteador móvel precisa se registrar antes de iniciar a delegação DHCPv6, quando ainda pode não conhecer os prefixos que receberá.
  • Só uma concessão DHCPv6 Prefix Delegation válida permite acrescentar aquele prefixo ao Binding Cache Entry; registro e Reply não provam tráfego, alcance ou entrega.

Uma confirmação de registro parece um sinal verde completo. A RFC 6276 a trata como o começo de uma sequência. O roteador móvel envia o Binding Update ao agente doméstico antes de solicitar prefixos, pois ainda não os pediu. Esse registro permite iniciar o procedimento; não escolhe o prefixo.

Depois vem DHCPv6. O roteador móvel atua como requesting router e o agente doméstico como delegating router. Solicit, Advertise, Request e Reply registram a delegação. Na RFC 3633, o delegating router seleciona o prefixo e o requesting router passa a ser responsável por ele durante sua validade. Uma Reply pode provar a delegação e o prazo, não que uma interface abaixo a tenha usado, que um túnel tenha carregado pacotes ou que um serviço tenha respondido.

A terceira etapa limita o atalho. Após o fim da sinalização DHCPv6, o agente doméstico deve inserir os prefixos delegados no binding cache. Mas a RFC 6276 exige uma concessão DHCPv6 PD válida para aquele prefixo; sem ela, a entrada não pode ser adicionada. O objetivo explícito é impedir que o agente encaminhe tráfego a prefixos ainda não delegados ao roteador móvel.

Trata-se de uma autorização de controle para um prefixo, não de um recibo de dados. Não mostra interceptação, encapsulamento, conectividade corrente, nó ligado ou efeito de aplicação. A RFC 6275 também não resolve todos os problemas de mobilidade, como alcance parcial, controle de acesso e descoberta de serviços. A leitura de Heng Lu preserva cada fato em seu limite: registro, delegação e autorização de cache. A autoria coletiva de Haddad não o converte em operador de uma rede, rota ou resultado real.

Fontes