Summary

  • O IESG abriu em 2 de novembro a consulta final sobre draft-ietf-v6ops-nat64-wkp-1918-10. Comentários podem ser enviados até 23 de novembro.
  • A proposta permitiria usar 64:ff9b::/96 para chegar a endereços IPv4 privados e compartilhados. A nova seção 4.3 recomenda mostrar o que o tradutor gerenciado faz por padrão.

A regra de 2010 era simples: descartar

A RFC 6052 manda descartar pacotes que combinam o prefixo conhecido do NAT64 com endereços IPv4 internos. Uma máquina só com IPv6 precisa de outro caminho para chegar a um serviço IPv4 privado.

A consulta anunciada em 2 de novembro leva essa escolha para a operação da rede. A revisão 10 aceitaria, sob 64:ff9b::/96, endereços privados da RFC 1918 e compartilhados da RFC 6598.

Há duas peças no caminho. O CLAT fica no dispositivo do cliente; se não for gerenciado, passaria a traduzir por padrão. O PLAT fica no lado do provedor; traduziria salvo ajuste contrário e precisaria de uma opção para desligar a função. Sem a ordem geral de descarte, cada operador decide quais destinos privados ficam acessíveis, ajustando rotas e filtros.

Por que não oferecer dois prefixos, um para destinos públicos e outro para privados? Os métodos comuns de descoberta não dizem ao cliente qual faixa IPv4 cabe em cada um. Segundo o rascunho, o cliente pode montar dois endereços até para o mesmo destino público. Os autores também viram CLATs que descartam e outros que traduzem; não publicaram uma contagem por produto.

A revisão 10 pede visibilidade do padrão

A revisão 09 já permitia a tradução e previa um botão para desligá-la no PLAT. A revisão 10 acrescenta a seção 4.3: o tradutor gerenciado deveria mostrar seu padrão para endereços privados. O operador deveria conferir a ação real por configuração ou monitoramento. O pacote ainda precisa de uma rota correta.

A seção de segurança protege os equipamentos antigos. Se um PLAT instalado segue a RFC 6052 e descarta por padrão, uma atualização não deveria mudar esse valor. Assim, dois gateways chamados NAT64 podem dar respostas opostas ao mesmo endereço.

Antes de mudar a rede, o operador precisa registrar a versão, o valor de fábrica, o ajuste aplicado, a rota, o filtro e o resultado de um teste com pacote. As fontes não trazem esses registros para uma rede específica. Eles revelariam se o serviço privado está ao alcance dos clientes IPv6.

Fontes