• A conscientização sobre a tecnologia eSIM entre os usuários móveis britânicos aumentou fortemente, com mais de 70% considerando usá-la para viagens internacionais.
  • A tendência indica uma transição do roaming tradicional para opções de conectividade mais flexíveis e digitais.

O que aconteceu: Interesse crescente no Reino Unido pela conectividade eSIM em viagens

A conscientização e a intenção de usar os serviços de cartão SIM integrado (eSIM) aumentaram significativamente no Reino Unido, de acordo com um estudo recente da consultoria de análise CCS Insight. Mais de 70% dos entrevistados disseram que considerariam usar um eSIM em sua próxima viagem ao exterior,um aumento acentuado em relação aos 27%que conheciam o eSIM em 2022.

Cerca de um terço dos entrevistados já usou um eSIM de viagem de um provedor britânico, com os usuários de Apple iPhone liderando a adoção devido ao amplo suporte de dispositivos. Isso inclui dispositivos como o mais recente iPhone Air, que oferece configurações exclusivamente eSIM. Essa mudança não é puramente anedótica:as receitas globais de planos de eSIM de viagem quase dobraram entre 2024 e 2025, se aproximando de US$ 1,8 bilhão, refletindo um forte impulso de consumidores e provedores.

Os usuários citam a conveniência e a economia potencial em relação ao roaming tradicional como principais motivadores, já que os eSIMs de viagem permitem ativar planos de dados digitalmente antes da partida e eliminam a necessidade de trocar o cartão SIM físico no exterior.

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Por que isso é importante

A adoção acelerada da tecnologia eSIM entre os viajantes britânicos é mais do que uma tendência de consumo – ela indica uma mudança estrutural na conectividade móvel. Os planos de roaming tradicionais, historicamente uma fonte confiável de receita para as operadoras, são cada vez mais vistos como caros e inconvenientes, especialmente em um contexto em que os usuários esperam serviços fluidos e flexíveis.

Para as operadoras de rede móvel (MNOs) e operadoras de rede móvel virtual (MVNOs), essa mudança representa tanto uma oportunidade quanto uma pressão: aquelas que conseguirem oferecer planos de eSIM de viagem atrativos ou integrar os serviços de eSIM diretamente em ofertas digitais mais amplas (como ecossistemas de viagem ou fintech) podem ganhar participação de mercado, enquanto as demais correm o risco de perder terreno.

Do ponto de vista financeiro, a migração para o eSIM em viagens pode corroer as margens do roaming tradicional, a menos que as operadoras ajustem suas estruturas de preços ou inovem com serviços de valor agregado. O contexto mais amplo do setor sugere que, até 2030, as conexões eSIM podem representar a maioria das conexões de smartphones no mundo, reforçando que não se trata de uma inovação de nicho, mas de uma evolução mainstream da conectividade.