Resumo
- RFC 9993 atualiza o subtipo
haptics/hmpge descreve RTP/SDP para fluxos MPEG-I, mas uma declaração de formato não é licença para acionar um dispositivo. - Perfil, versão, nível, dependência e Layer ajudam a interpretar mídia; não demonstram consentimento, capacidade física, limite de força, temperatura ou resultado no usuário.
- O receptor precisa manter negociação, autenticação, decodificação, política local, saída, sensores e parada como atos separados.
RFC 9695 registrou haptics como tipo de mídia de alto nível. RFC 9993 atualiza o subtipo hmpg, registra o uso em SDP e define parâmetros opcionais como ver, profile e lvl. É uma conquista de interoperabilidade: dois pontos podem declarar qual representação compreendem.
Ela não é uma prova sobre o mundo físico. Um tipo IANA não conhece o modelo de atuador, a bateria, o local do corpo, o histórico de manutenção, o ambiente, a idade de um efeito ou a decisão atual do usuário. Um SDP offer/answer pode concluir que ambos conhecem o perfil main; não conclui que a saída de força, pressão, vibração ou temperatura esteja permitida.
Os defaults do RFC ilustram a fronteira. Se certos parâmetros não aparecem, valores definidos podem ser inferidos salvo acordo fora de banda. Isso conserva compatibilidade de codec. Não cria um acordo implícito sobre limites humanos. A aplicação ainda deve estabelecer qual modalidade é permitida, por quanto tempo, com qual taxa, em qual dispositivo e sob qual botão de parada.
O cabeçalho RTP também não muda a autoridade. D informa dependência de unidades anteriores; UT identifica estrutura; L expressa uma prioridade determinada pelo emissor. O RFC deixa a semântica de L à aplicação. Um stream pode ser autêntico e corretamente declarado, e mesmo assim ser reduzido, atrasado ou rejeitado por uma regra local. Essa é a diferença entre aceitar linguagem e aceitar consequência.
Fragmentação e agregação reforçam o ponto. Uma unidade fragmentada requer todos os pedaços corretos e ordenados; a rede pode perder um deles. Um pacote agregado pode carregar várias unidades, mas não torna todas oportunas quando chegam tarde. O renderizador decide se descarta, atenua ou para. RFC 9993 não especifica sincronização com áudio/vídeo, nem torna um timestamp uma garantia de experiência.
Os riscos físicos tornam a separação indispensável. O RFC aponta vazamento via sensores, dano de atuadores e dano ao usuário por manipulação de amplitude, posição, frequência, ganho, força ou temperatura. SRTP protege o transporte; não escolhe um limite seguro. O dispositivo que conhece o risco deve ter a palavra final.
Na leitura de Heng Lu, registro, SDP, pacote, decoder, política, comando e sensação observada são camadas distintas. A evidência útil é o código que de fato carregou um limite, bloqueou um pedido ou emitiu uma saída — não apenas o rótulo de mídia que chegou pela rede.
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