Resumo
- Em 26 de outubro, Ties de Kock, da RIPE NCC, propôs no RIPE 93 abrir o RIS a mais pares BGP e decidir a guarda permanente após medir os dados recebidos.
- A política de peering atualmente publicada promete registrar, armazenar e disponibilizar todo o tráfego BGP recebido; prazo de teste e acesso público são perguntas da nova proposta.
O RIS pode convidar mais redes para conversar. A pergunta é quais conversas ganharão uma fita na coleção de família. Na apresentação do RIPE 93, Ties de Kock separou as etapas: estabelecer sessões, medir custo e informação, e só então decidir o destino de longo prazo. A entrada fica mais simples. A saída do arquivo precisa de uma regra que sobreviva à pessoa que apertou o botão.
Os slides originais lembram que o RIS começou em 1999 e operava 23 coletores em outubro de 2026. A documentação MRT registra tabelas completas a cada oito horas e arquivos de atualizações a cada cinco minutos. É esse acúmulo que permite voltar a uma data e investigar como rotas foram vistas. Mais pares enriquecem as perguntas possíveis e também engrossam o arquivo.
O slide 12 desmonta um atalho tentador: muitas atualizações em um par podem refletir instabilidade a montante. A visão dele continua sendo real. O país do par também é um indicador fraco de novidade topológica, e sessões remotas ou multihop dão trabalho adicional. A proposta favorece tabelas completas, vistas distintas e novos caminhos de clientes ou provedores. Duas sessões do mesmo AS podem merecer espaço se os locais enxergarem rotas diferentes; uma sessão diretamente no coletor teria um limiar de entrada menor que uma multihop.
O slide 19 concentra a mudança: coletar primeiro, resolver a permanência depois. Volume e ganho de informação seriam examinados nos dados efetivos. Mas a página de peering hoje publicada pela RIPE NCC diz que o tráfego BGP recebido será gravado, armazenado e oferecido à comunidade. Se a política mudar, será preciso explicar aos pares e aos pesquisadores a diferença entre aparecer em uma ferramenta durante o teste e permanecer disponível na história MRT.
De Kock pede opiniões sobre a duração da avaliação, a publicidade dos dados de teste, a medida de contribuição singular e a transparência da seleção. São questões abertas. Uma rota rara poderia ter passado por um fluxo excluído. Daqui a alguns anos, uma ausência sem recibo deixará três hipóteses misturadas: evento inexistente, observador ausente ou observação descartada. A decisão de guardar também merece arquivo.
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