Resumo

  • A RFC 5233 acrescentou :user e :detail às comparações de endereço do Sieve, sem padronizar um separador nem um formato universal de endereços com marcação.
  • O sistema de e-mail que recebe a mensagem mantém o controle da codificação local; o envelope to pode preservar um detalhe ausente de um cabeçalho visível.

O sinal era local; o limite era o contrato

Um detalhe acrescentado ao endereço pode encaminhar a mensagem para uma pasta, identificar uma assinatura de lista ou distinguir uma caixa postal de voz. O sinal de mais é uma forma conhecida, mas apenas um exemplo. Publicada em janeiro de 2008, a RFC 5233 deu ao Sieve duas partes adicionais de endereço — :user e :detail — para comparação. Ela definiu partes observáveis para o filtro, não uma gramática global de endereçamento.

A parte local é interpretada pelo sistema de e-mail que a recebe. A RFC mostra o detalhe depois do usuário, com +, e também antes, com . Se a sequência separadora aparece mais de uma vez, a regra de divisão é definida pela implementação e normalmente depende do formato do sistema de e-mail. A implementação precisa corresponder à codificação que esse sistema usa ou permite; o mecanismo para definir ou consultar essa codificação está fora do escopo da RFC. Um filtro não pode presumir que + significa “detalhe” só porque outro provedor o usa assim.

Quando não há detalhe codificado, :user representa toda a parte local, como :localpart no Sieve. Nesse caso, :detail não corresponde a nenhuma chave solicitada. Se há um detalhe codificado, mas vazio, o valor é a string vazia. A regra distingue um componente inexistente de um componente presente sem texto.

A RFC também separa a origem do endereço. O teste address examina cabeçalhos estruturados; o teste opcional envelope examina dados do transporte. Para classificar uma mensagem conforme o endereço que a levou a determinado destinatário, a RFC prefere na maioria dos casos o envelope to. Listas, aliases e domínios virtuais podem fazer dele o único lugar onde sobrevive o detalhe daquele destinatário. Aplicar o formato local a um endereço externo — como o do remetente — pode produzir resultados inconsistentes ou errados.

A RFC 5233 substituiu o texto anterior da RFC 3598. As notas da revisão generalizaram a descrição da codificação e incluíram as ressalvas sobre envelope e endereços externos. A IANA registra a capacidade subaddress, mas o nome no registro não garante que todo sistema aceite determinado formato. O Sieve compara uma interpretação local que lhe foi fornecida; não cria essa interpretação nem comprova como uma caixa postal foi provisionada.

Fontes