Resumo

  • A RFC 791 definiu o campo Identification para ajudar a reunir fragmentos do mesmo datagrama.
  • A RFC 6864 retirou esse significado dos datagramas atômicos e o manteve quando a remontagem continua possível.

Dois datagramas podem compartilhar o ID

Se DF=1, MF=0 e o deslocamento de fragmento é zero, o datagrama é atômico. Dois datagramas assim podem carregar o mesmo Identification. Como não foram fragmentados e não poderão ser fragmentados depois, a repetição não prova duplicação, erro do transmissor ou esgotamento de contador.

Na RFC 791, o campo era um valor escolhido pelo transmissor para auxiliar a remontagem. Com endereços de origem e destino e o protocolo, ele ajudava a separar fragmentos de datagramas diferentes durante o intervalo em que ainda estavam ativos.

O campo tem apenas 16 bits, ou 65.536 valores. Exigir que todos os datagramas evitem reutilização durante a vida máxima cria pressão em taxas elevadas, embora datagramas que nunca gerarão fragmentos não apresentem risco de confusão na remontagem.

A RFC 6864 usa os campos existentes para separar os casos. DF=0, MF=1 ou deslocamento diferente de zero indica que a fragmentação é permitida ou já ocorreu; nesse caso, o ID continua significativo. Para um datagrama atômico, a origem pode escolher qualquer valor e os dispositivos devem ignorá-lo. Zero não é um marcador reservado.

A mudança não removeu o campo nem tornou toda fragmentação impossível. Ela retirou a interpretação universal. O ID não é um número global de pacote, uma prova de unicidade ou uma chave padronizada de correlação. Ferramentas podem observar padrões de uma implementação, mas precisam de outras evidências para deduplicar ou correlacionar tráfego.

Fontes