Resumo
- Offset 32 aponta para o byte 256 dos dados originais, não para o byte 32.
- Um fragmento com MF=1 deve ter quantidade de dados divisível por oito; o fragmento final pode não ter.
Um índice que não é uma contagem de bytes
O RFC 791 define o Fragment Offset como um campo de 13 bits medido em unidades de oito octetos. O receptor multiplica o valor por oito para encontrar o início dos dados no datagrama original. Assim, 32 se torna a posição 256.
A conta explica a escolha. Treze bits representam 8192 posições. Em unidades de oito octetos, isso cobre 65.536 octetos, compatíveis com o espaço indicado pelo Total Length de 16 bits. Os três bits inferiores ficam implícitos e são recuperados durante a interpretação.
A economia cria uma regra de corte
O início do fragmento seguinte também precisa ser representável. Por isso, quando MF=1, a quantidade de dados do fragmento atual deve ser múltipla de oito. A regra considera os dados, não o comprimento total do fragmento, que inclui o cabeçalho IPv4.
O último fragmento não precisa abrir caminho para outro início. Seus dados podem ter tamanho não múltiplo de oito. Portanto, não é correto dizer que todo fragmento precisa ter comprimento múltiplo de oito; a exigência vale para os fragmentos não finais.
Offset e MF respondem a perguntas diferentes
O offset informa onde esta parte começa. MF informa se ainda há outra parte depois dela. Um datagrama não fragmentado tem offset zero e MF=0. O primeiro fragmento também pode ter offset zero, mas MF=1. O último pode ter offset diferente de zero e MF=0.
Na reassemblagem, o início obtido pelo offset e o tamanho dos dados formam um intervalo de bytes. O RFC 815 descreve intervalos já recebidos e lacunas restantes. Um fragmento pode preencher uma lacuna, reduzi-la por um lado ou dividi-la. MF=0 revela o limite final, mas a conclusão depende da presença de todos os intervalos anteriores.
Uma coordenada para todas as divisões
Se um fragmento for fragmentado novamente, os novos offsets continuam relativos ao datagrama original. Não há uma numeração local para cada etapa. A mesma referência permite que vários equipamentos dividam o tráfego sem obrigar o destino a reconstruir a sequência de cortes.
O desenho ilustra uma troca recorrente em protocolos: retirar bits previsíveis reduz o espaço na rede, mas transfere trabalho para quem produz e recompõe os dados.
Fontes
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